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Família de lenda do futebol iraniano proibida de sair do país

Ali Daei tem expressado o seu apoio pelos protestos antigovernamentais que ecoam no país e garante que a sua família foi impedida de se juntar a ele para férias na segunda-feira.

Ali Daei, ex-jogador de futebol iraniano, afirma que a sua esposa e a sua filha foram retiradas de um voo internacional com destino ao Dubai pelas autoridades iranianas com o objetivo de as impedir de deixar o país. O antigo atleta de 53 anos tem expressado o seu apoio pelos protestos antigovernamentais que ecoam no país.

REUTERS/Tariq AlAli

O voo em que a sua filha e a sua esposa seguiam onte, segunda-feira, com direção ao Dubai, fez uma paragem não planeada numa ilha iraniana localizada no Golfo e as duas foram retiradas do avião, sem ter sido apresentada nenhuma justificação. O jogador partilhou ainda que a sua família foi obrigada a voltar para Teerão.

Segundo a agência de notícias estatal do Irão, Irna, a esposa de Ali Daei, Mona Farrokhazari, tinha ficado obrigada a informar as autoridades locais antes de abandonar o país depois da "associação do casal a grupos contra a revolução islâmica". A Irna também confirmou que o voo fez uma paragem na Ilha Kish para que "a esposa e a filha de Ali Daei saíssem do avião".

No entanto, o ex-capitão da seleção iraniana argumenta que se a sua família estava proibida de sair do país "o sistema da polícia de passaportes deveria ter deixado isso claro" e garante que "ninguém lhes deu uma resposta clara sobre o assunto". Garantiu ainda que a sua família "ia para o Dubai para uma viagem de alguns dias e ia voltar para o Irão".

Os protestos no Irão arrastam-se desde setembro, quando ocorreu amorte da jovem Mahsa Amnini, com apenas 22 anos, depois de ter sido detida por ter usado o hijab de forma incorreta. Logo no primeiro mês de manifestações Ali Daei fez uma publicação nas redes sociais onde pediu que o governo resolvesse "os problemas do povo iraniano em vez de utilizar a repressão, a violência e as prisões".

Numa altura em que osprotestos chegam aos 100 dias, mais de 500 manifestantes, incluindo 69 crianças, foram mortos e milhares estão presos.

Várias celebridades, artistas e figuras proeminentes do país foram presos ou proibidos de deixar o país depois de ter expressado o seu apoio aos protestos. No início de dezembro a joalharia e o restaurante de que Ali Daei é proprietário em Teerão foram fechadas pelas autoridades locais.

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