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EUA pressiona Japão e Coreia do Sul a ajudarem militarmente no Estreito de Ormuz

Em chamadas realizadas na noite de segunda-feira com Rubio, os ministros dos Negócios Estrangeiros japonês e sul-coreano sublinharam a importância de ser garantida uma navegação segura naquela passagem.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, insistiu junto dos seus homólogos do Japão e da Coreia do Sul para que contribuam para a segurança do Estreito de Ormuz.

Marco Rubio discursa durante uma cerimónia de hasteamento da bandeira dos EUA.
Marco Rubio discursa durante uma cerimónia de hasteamento da bandeira dos EUA. Foto AP/Kevin Wolf

Em chamadas realizadas na noite de segunda-feira com Rubio, os ministros dos Negócios Estrangeiros japonês e sul-coreano, Toshimitsu Motegi e Cho Hyun, sublinharam a importância de ser garantida uma navegação segura naquela passagem estratégica, onde as tensões estão a afetar o fornecimento global de combustível, contudo não esclareceram a posição dos respetivos governos relativamente ao apoio solicitado por Washington.

O presidente norte-americano, Donald Trump, apelou no último domingo e na segunda-feira a vários países - entre os quais os aliados da NATO, mas também os países que mais beneficiam do petróleo exportado através do estreito, nomeadamente a China - para que enviem navios militares para o Estreito de Ormuz para assegurarem a segurança da passagem por onde transita 20% do petróleo mundial.

Na segunda-feira, Trump reiterou o pedido a Tóquio e Seul para ajudarem a manter aberto o Estreito de Ormuz, lembrando que os Estados Unidos mantêm tropas nos respetivos territórios como "proteção", e que os dois países dependem maioritariamente das importações de petróleo do Médio Oriente.

Antes destas declarações, Tóquio começou por esclarecer não ter recebido qualquer pedido formal para a deslocação de navios militares para o estreito, mas sublinhou, ainda assim, não ter a intenção de "ordenar uma operação de segurança marítima", de acordo com declarações do ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, no Parlamento nipónico.

Também a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sublinhou na segunda-feira que qualquer operação de segurança marítima seria "extremamente difícil do ponto de vista jurídico".

"Uma vez que ainda não nos foi solicitado (formalmente), é difícil responder a uma suposição. O Governo do Japão está a estudar a forma de implementar as medidas necessárias. Estamos a analisar de que forma podemos proteger os navios japoneses e as suas tripulações, bem como o que pode ser feito dentro do quadro legal", matizou, porém, Takaichi numa sessão do Parlamento japonês na segunda-feira.

O envio das Forças de Autodefesa nipónica para o estrangeiro é uma questão politicamente sensível num Japão oficialmente pacifista e onde muitos eleitores continuam ligados à Constituição de 1947, imposta pelos Estados Unidos e que implica a renúncia à guerra.

Durante a conversa com Rubio, o chefe da diplomacia japonesa sublinhou agora que a segurança da navegação na região é "de vital importância para a comunidade internacional, particularmente do ponto de vista da segurança energética".

Motegi condenou ainda "as ações do Irão, incluindo os ataques contra instalações civis e ligadas à infraestrutura energética nos países do Golfo, bem como atividades que ameaçam a segurança da navegação no estreito de Ormuz".

Já Seul informou estar "em estreito contacto" com as autoridades norte-americanas, acrescentando que tomaria "uma decisão cuidadosa" relativamente ao pedido.

Os telefonemas ocorreram dois dias antes da visita da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, aos Estados Unidos.

Motegi e Rubio acordaram em "trabalhar estreitamente para garantir que esta ocasião constitua uma nova oportunidade para [Tóquio e Washington] demonstrarem a inquebrantável força da aliança" entre os dois países.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul afirmou que "a paz no Médio Oriente e a navegação segura e livre no Estreito de Ormuz são cruciais para a segurança e a economia de todas as nações".

Cho apresentou condolências pelas baixas norte-americanas no conflito e agradeceu a "cooperação ativa dos Estados Unidos para garantir o regresso seguro dos cidadãos sul-coreanos" que se encontravam na região quando a guerra começou.

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