El Chapo, de traficante mais poderoso do mundo a ícone pop

C.A.C. 05 de novembro de 2018

Julgamento do narcotraficante mexicano arranca esta segunda-feira em Nova Iorque, sob fortes medidas de segurança. El Chapo tornou-se o traficante mais poderoso do mundo após a morte do colombiano Pablo Escobar, em 1993. Agora, é marca registada e estrela de uma série da Netflix.

As provas contra o traficante que se gabou de fornecer "mais heroína, cocaína, marijuana e metanfetaminas do que qualquer outro homem no mundo" ocupam 300 mil páginas de acusação e incluem pelo menos 117 mil gravações áudio. A defesa de Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, El Chapo, extraditado no ano passado para os EUA, garante que não teve tempo para rever todo o material a tempo do julgamento que arranca esta segunda-feira em Nova Iorque, sob fortes medidas de segurança.

El Chapo, algo como O Baixinho, está acusado de ter dirigido, entre 1989 e 2014, o poderoso cartel de Sinaloa, responsável pelo envio de mais de 150 toneladas de cocaína para os EUA. O famoso narcotraficante é também suspeito de protagonizar uma campanha de assassínios e sequestros e da lavagem de milhares de milhões de dólares. Declarou-se inocente perante as autoridades norte-americana e arrisca, caso seja condenado, prisão perpétua.

"Vai ser o julgamento mais caro da história", disse à AFP o advogado da Carolina do Norte Rob Heroy, que já defendeu outros "barões" da droga mexicanos nos EUA. Nas contas do magistrado, o julgamento vai custar mais de "50 milhões de dólares", aproximadamente 44 milhões de euros, um preço que incluiu programas de protecção para algumas das centenas de testemunhas que irão falar perante o juiz Brian Cogan e um conjunto de jurados, que não estarão na sala de audiências e serão escoltados por forças de segurança diariamente para o tribunal.

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