Nas últimas horas, ambos os lados indicaram que um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente estava iminente.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este sábado que a assinatura de um acordo com o Irão está "prevista para amanhã", domingo, após o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ter afastado essa possibilidade.
Donald Trump diz que acordo com o Irão será assinado no domingoFoto AP/Jacquelyn Martin
"A assinatura do acordo está prevista para amanhã e, assim que for assinado, o estreito de Ormuz estará ABERTO A TODOS", escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social, Truth Social.
Nas últimas horas, ambos os lados indicaram que um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente estava iminente, mas o Irão disse que o acordo seria assinado nos próximos dias.
O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país tem desempenhado um papel de mediador no conflito, disse hoje que se está mais perto do que nunca num acordo de paz e que este poderia ser alcançado “nas próximas 24 horas”.
No entanto o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, declarou à agência de notícias estatal IRNA que a assinatura não se realizaria no domingo, mas sim "nos próximos dias".
Os relatos sobre um acordo, vindos do lado iraniano e norte-americano, divergem.
A agência de notícias iraniana Mehr publicou o que apresentou como um projeto de protocolo de 14 pontos, atendendo a uma série de exigências iranianas, incluindo o direito de enriquecer urânio e a libertação imediata de 24 mil milhões de dólares em fundos iranianos congelados no estrangeiro.
Contudo, Washington disponibilizou uma versão completamente diferente. O Presidente norte-americano afirmou na sua mensagem que Washington recuperaria o urânio enriquecido do Irão "quando chegasse o momento certo" para "diluí-lo e destruí-lo, quer no Irão, quer nos Estados Unidos".
Apresentando o acordo como "um muro contra armas nucleares", o Presidente afirmou que os iranianos "não queriam mais armas nucleares" e que "não as obteriam, seja por compra, desenvolvimento ou qualquer outro meio de aquisição".
Assegurou ainda que "nenhum dinheiro" mudaria de mãos.
"Esperemos que este processo seja rápido, fácil e tranquilo. Caso contrário, temos a alternativa final, que esperamos nunca mais ter de utilizar!", concluiu Donald Trump, sem especificar a natureza da ameaça.
O conflito no Médio Oriente, desencadeado por ataques conjuntos entre os Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, antes do cessar-fogo de 08 de Abril, assolou a região, matou milhares de pessoas, principalmente no Irão e no Líbano, e abalou a economia global.
Agora com os dois lados a assumirem a assinatura de um acordo, Donald Trump deve discutir a desminagem do estreito de Ormuz na cimeira do G7, que começa na segunda-feira. Grã-Bretanha e França, membros do G7 (países mais industrializados do mundo), manifestaram interesse em auxiliar na desminagem.
Não é claro quantas minas existem no estreito que o Irão controla eficazmente desde pouco depois do início da guerra, praticamente interrompendo os envios de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico. Os Estados Unidos bloquearam os portos iranianos em resposta.
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