CPLP: Liberdade de residência é "proposta difícil"

CPLP: Liberdade de residência é 'proposta difícil'
Leonor Riso 31 de outubro de 2016

António Costa já a defendeu em três documentos diferentes. Marcelo Rebelo de Sousa pede cautela. E Augusto Santos Silva compara-a aos vistos gold

O primeiro-ministro António Costa defenderá "a liberdade de fixação de residência" na cimeira da CPLP, em Brasília, que decorre hoje. De acordo com o jornal El Español, a ideia tem vindo a ser discutida entre juristas e diplomatas dos países-membros há meses e permite a 223 milhões de pessoas de quatro continentes que possam viver e trabalhar em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial.

Porém, Marcelo Rebelo de Sousa já caracterizou esta ideia como "ambiciosa e difícil". "Ambiciosa, porque outras comunidades não conseguem isso" e "difícil, porque cada um de nós está no seu espaço", concretizou, citado pela Lusa.

Esta medida estava inserida em vários documentos socialistas, como o Programa do Governo, o programa eleitoral do PS e a Agenda para a Década. Segundo o Público, dispunha-se a "alargar direitos de cidadania, reciprocamente, reconhecidos no espaço da CPLP".

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