Covid-19. Dinamarca retira vacina da Johnson & Johnson do plano de vacinação

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Diogo Camilo 03 de maio
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Depois da suspensão da administração de doses da AstraZeneca, a Dinamarca vai excluir a vacina da Johnson do seu plano de vacinação após casos de coágulos no sangue raros em vacinados. Vacina representava um terço de todas as doses compradas pelo país.

A Dinamarca decidiu esta segunda-feira não incluir as doses de vacina contra a covid-19 da Johnson & Johnson no seu plano de vacinação, avançaram meios de comunicação do país, que já tinha avançado com a suspensão da vacina da AstraZeneca após o registo de eventos tromboembólicos raros em vacinados contra o novo coronavírus.

Vacinas - Johnson & Johnson - Covid-19
Vacinas - Johnson & Johnson - Covid-19 Reuters

A vacina da Johnson representava um terço de todas as vacinas contra a covid-19 acordadas pela Dinamarca e a decisão, feita pelo Conselho Nacional de Saúde do país no Ministério da Saúde dinamarquês, pode assim adiar significativamente o calendário de vacinação dinamarquês, refere a Reuters.

A distribuição de vacinas da Johnson está neste momento atrasada no resto da Europa, com a entrega de doses em território europeu e em Portugal a ter sido suspensa devido aos casos registados de coagulação do sangue de vacinados nos EUA. 

Em território português, vários centros de vacinação do país já receberam a vacina, que só deverá começar a ser administrada este fim de semana ou no início da próxima semana. Autoridades de saúde indicaram ainda que a vacina de dose única é recomendada para pessoas com pelo menos 50 anos de idade.

Já as autoridades na Dinamarca ainda não se pronunciaram sobre o que fazer com a vacina da Johnson, sendo esperado um anúncio no início desta semana.

A 20 de abril, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) avançou que tinha sido descoberto uma possível ligação entre a vacina da J&J e os casos de eventos tromboembólicos em adultos que receberam doses da vacina, particularmente mulheres com menos de 50 anos. Ainda assim, o regulador apontou que os "benefícios superam os riscos".

Em análise estão seis casos reportados de coágulos sanguíneos no cérebro em mulheres vacinadas com doses da J&J, todas com idades entre os 18 e 48 anos. Uma das vítimas morreu e três tiveram de ser hospitalizadas. Na altura da suspensão, os EUA já tinham administrado mais de 7 milhões de doses desta vacina de dose única.

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