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"Corpos estão juntos": Todos os detalhes da operação de resgate dos italianos mortos nas Maldivas

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Missão decorre entre hoje e amanhã em duas fases com o objetivo de trazer o mais depressa possível os cadáveres para a superfície.

Depois de os corpos de quatro dos cinco italianos que morreram na última quinta-feira nas Maldivas num mergulho exploratório por parte dos três mergulhadores finlandeses da DAN Europe (Divers Alert Network Europe), o próximo passo será trazer os cadáveres para a superfície o que deverá acontecer entre hoje e amanhã.

Giorgia Sommacal, Monica Montefalcone, Gianluca Benedetti, Federico Gualtieri, Muriel Oddenino
Giorgia Sommacal, Monica Montefalcone, Gianluca Benedetti, Federico Gualtieri, Muriel Oddenino DR

Os três finlandeses que foram chamados para esta operação têm uma longa experiência internacional em missões de busca e resgate e estão munidos de todos os equipamentos técnicos que lhes permite descer até aos 60 metros em segurança. Ontem estiveram 155 minutos debaixo de água, numa missão de alto risco, uma vez que os corpos estão numa gruta recôndita e, para lá chegar, é preciso passar por um sistema de túneis que se estreitam e alargam, com correntes imprevisíveis e visibilidade muito reduzida. Depois de identificarem as condições ambientais e operacionais, e de localizarem as vítimas, segue-se a remoção dos corpos e dos respetivos equipamentos, essenciais para se perceber o que correu mal. 

Munidos de rebreathers de circuito fechado - um sistema que permite reciclar o gás exalado - estes profissionais conseguem fazer mergulhos mais longos do que o normal. Além disso, levam para as grutas veículos de propulsão subaquática, que lhes permite percorrer distâncias maiores nos túneis estreitos contrariando as fortes correntes.

A entrada da gruta - onde foi encontrado o corpo de Gianluca Benedetti, o instrutor de mergulho de 44 anos, logo no dia do acidente -, estreita-se num corredor de 30 metros de comprimento e entre 1,5 e 2,5 metros de altura. Foi aí que os mergulhadores das Madivas ficaram nas primeiras missões de resgate. Segue-se depois um sobe e depois desce, como um sifão, que dá acesso à segunda gruta, que é muito grande, com 40 metros de altura e entre 20 e 60 metros de profundidade. Aí há vários becos sem saída e foi num deles, a cerca de 60 metros de profundidade, que foram encontrados os corpos dos quatro italianos que, segundo o porta-voz do governo local, Ahmed Shaam, estão "praticamente todos juntos".

Cada mergulho para recuperar os corpos terá a duração máxima de três horas e à primeira contrariedade a ordem é regressar à superfície, sem hesitações. Está previsto que a operação seja realizada em duas etapas, com a recuperação de dois corpos esta terça-feira e outros dois amanhã, mas o ambiente complexo e traiçoeiro das grutas poderá exigir mais tempo.

O corpo de Gianluca Benedetti, o instrutor de mergulho de 44 anos encontrado à entrada da gruta na quinta-feira, chegou a Milão ontem à noite num voo da Turkish Airlines via Istambul. Os restantes desaparecidos são Monica Montefalcone, investigadora e professora na Universidade de Génova, de 52 anos, a sua filha Giogia Sommacal, de 23, e os biólogos marinhos Muriel Oddenino e Federico Gualtieri, ambos de 31.

Na última quinta-feira os cinco deslocaram-se até ao Atol de Vaavu a bordo do iate 'Duke of York' com mais 20 passageiros italianos e mergulharam, aparentemente para explorar grutas subaquáticas naquele local, a uma profundidade de mais de 50 metros. Só que algo correu mal e nenhum deles conseguiu regressar a bordo. 

No sábado um mergulhador das Forças de Defesa Nacional das Maldivas , aumentando para seis o número de vítimas desta tragédia.

As autoridades locais já fizeram saber que para mergulhar nas Maldivas. Mohamed Hussain Shareef, porta-voz do presidente do país, contou ao jornal Corriere della Sera que "apenas três dos cinco mergulhadores são mencionados no pedido da licença como membros da equipa de investigação, no caso Federico Gualtieri (biólogo), Muriel Oddenino (investigadora) e Monica Montefalcone (professora). Tinham autorização, válida entre 3 e 17 de maio, para pesquisarem em seis atóis diferentes, incluindo Vaavu", onde acabaram por morrer.

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