Bolsonaro diz que ninguém mentiu mais que o PT nesta eleição

Lusa 26 de outubro de 2018
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Ataques surgiram depois de, nos últimos dias, Haddad ter chamado o adversário na corrida à presidência do Brasil de "fujão", por este não comparecer nos debates eleitorais.

O candidato da extrema-direita às presidenciais brasileiras, Jair Bolsonaro, publicou esta sexta-feira no Twitter críticas à campanha do seu adversário Fernando Haddad e afirmou que "ninguém mentiu mais que o PT nesta eleição".

Bolsonaro é um dos candidatos favoritos à vitória
Jair Bolsonaro na campanha das presidenciais do Brasil
Jair Bolsonaro a votar nas eleições presidenciais do Brasil
Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro a votar nas eleições presidenciais do Brasil
Jair Bolsonaro

Os ataques de Bolsonaro ao candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) acontecem na recta final da segunda volta, depois de, nos últimos dias, Haddad ter chamado Bolsonaro de "fujão", por este não comparecer nos debates eleitorais.

"Ninguém mentiu mais que o PT nesta eleição. São mestres em enganar. Mudaram o plano de governo diversas vezes após expormos o seu viés totalitário. Agora dizem respeitar a família, a democracia e a justiça, mas sabemos que a missão do pai do 'kit gay' é soltar o chefe da quadrilha", afirmou Bolsonaro na sua conta do Twitter.

O candidato da extrema-direita afirmou ainda: "Haddad diz que sou responsável pela campanha mais baixa da história. Logo ele, que é orientado por um presidiário, esconde as cores do partido, finge ser religioso, 'joga' a bíblia no lixo, esconde o seu apoio à ditadura venezuelana e espalha um monte de porcaria mentirosa a meu respeito", escreveu.

Entre as acusações de Bolsonaro a Haddad, o candidato cita dois casos que envolvem o substituto de Lula da Silva como candidato do PT: o 'kit gay' e a uma bíblia oferecida a Haddad durante um acto de campanha e que teria sido encontrada no chão, mais tarde.

Segundo o site de notícias UOL, o termo "kit gay" usado por Bolsonaro nunca existiu de facto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou ainda a remoção de seis publicações no Facebook e no YouTube onde Bolsonaro faz críticas a esse suposto livro.

Quanto ao caso da Bíblia, Haddad recebeu um exemplar de presente durante um acto de campanha em Fortaleza e, no dia seguinte, o deputado estadual André Fernandes, do partido de Jair Bolsonaro, Partido Social Liberal (PSL), fez um vídeo e afirmou que a bíblia foi encontrada no chão, de acordo com o UOL.

Entretanto, Fernando Haddad já terá negado as acusações e afirmou que a bíblia foi furtada durante o acto, assim como um telemóvel de um dos seus assessores, e disse: "Estranhamente, essa bíblia foi furtada de uma sacola que estava no palco e apareceu num vídeo de um deputado do PSL, que me acusou de ter deitado fora", disse.

A decisão sobre o sucessor de Michel Temer como 38.º presidente da República Federativa do Brasil está marcada para o próximo domingo, onde 147 milhões de brasileiros irão às urnas exercer o seu voto.

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