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32 cubanos morreram durante o ataque à Venezuela

O número é avançado pelo presidente de Cuba, que declarou dois dias de luto nacional.

Numa mensagem publicada no , o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, revela que durante o sequestro de Nicolas Maduro, as forças militares norte-americanas mataram 32 cubanos “que cumpriam missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido de órgãos homólogos desse país”.

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba DR

Sem explicar concretamente que funções estariam a desempenhar, Diaz-Canel explica que estes seus compatriotas “cumpriram dignamente o seu dever e caíram, após uma resistência férrea, em combate direto contra os atacantes ou como resultado dos bombardeamentos às instalações, e souberam elevar, com a sua atuação heroica, o sentimento solidário de milhões de compatriotas”. Foram, assim, declarados dois dias de luto nacional em Cuba.

Segundo o correspondente da em Havana, Patrick Oppmann, a morte de três dezenas de cubanos durante a intervenção militar confirma uma suspeição antiga: “O círculo íntimo de guarda-costas de Maduro era cubano”. “Diplomatas estrangeiros estacionados em Caracas relataram-me durante anos que a segurança pessoal de Maduro falava espanhol com sotaque cubano e que Maduro, que estudou em Havana na sua juventude, muitas vezes confiava mais nos conselheiros cubanos do que no seu próprio povo”, explica o correspondente. Aparentemente, a Venezuela enviaria petróleo para Cuba em troca de um grande fluxo de conselheiros e profissionais de saúde cubanos.

O secretário de Estado norte-americano Marco Rubio dá respaldo a estas informações. Em declarações à , diz que Maduro “não era protegido por guarda-costas venezuelanos" e que "tinha guarda-costas cubanos", também responsáveis pela “inteligência interna” no governo de Maduro. 

Há várias décadas que Cuba tem beneficiado destes "pacotes de ajuda" da Venezuela e o sequestro de Maduro pode ter consequências na economia do país comunista, também fragilizada pelo embargo dos Estados Unidos da América (EUA). Oppmann cita um residente em Havana, não identificado, que recorda os alertas dos presidentes Chávez e Maduro sobre uma intervenção dos EUA. “Mas quando finalmente aconteceu, ninguém estava preparado. Os venezuelanos tinham milhares de milhões de dólares para equipar o seu exército. Nós não.”

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