Acusado de tráfico de drogas e terrorismo, Maduro está detido numa prisão de Nova Iorque e deve comparecer esta segunda-feira perante um juiz federal num tribunal da cidade.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, criou no domingo uma comissão para a libertação do líder deposto, Nicolás Maduro, e da mulher do dirigente, Cilia Flores, capturados e levados para os Estados Unidos.
Comissão para libertação de Maduro após detenção em Nova IorqueAP
Acusado de tráfico de drogas e terrorismo, Maduro está detido numa prisão de Nova Iorque e deve comparecer esta segunda-feira perante um juiz federal num tribunal da cidade.
Uma comissão "de alto nível" foi apresentada pelo ministro da Informação, Freddy Ñáñez, que fará parte da mesma, e que vai ser liderada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Iván Gil.
Rodríguez defendeu no domingo relações "equilibradas e respeitosas" com os Estados Unidos, numa mensagem na plataforma de mensagens Telegram.
A presidente interina também juntou no domingo o primeiro Conselho de Ministros, um dia após assumir o cargo, com o apoio do Supremo Tribunal da Venezuela e das forças militares.
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.
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