Sábado – Pense por si

Escolha a Sábado como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Maquinistas espanhóis desconvocam greve marcada após acidentes ferroviários

Lusa 09 de fevereiro de 2026 às 16:39
As mais lidas

A greve geral nos comboios espanhóis foi convocada depois dos acidentes de 18 janeiro, em Adamuz, Córdova, Andaluzia, no sul do país, e de 20 de janeiro, na Catalunha, no nordeste Espanha.

Os sindicatos dos maquinistas espanhóis desconvocaram esta segunda-feira a greve de três dias que arrancou esta segunda-feira, convocada após os acidentes ferroviários em que morreram 47 pessoas, anunciaram dirigentes sindicais no final de uma reunião com o Governo.

Comboio descarrilado em Espanha
Comboio descarrilado em Espanha Foto AP/Manu Fernandez

Segundo os sindicatos ferroviários (que representam maquinistas e outros profissionais), foi alcançado um acordo na reunião com o Ministério dos Transportes que decorreu em Madrid, a quarta desde que foi anunciada a greve geral de maquinistas.

Foi alcançado um "acordo histórico" que integra 25 compromissos por parte do Governo, destacando-se um aumento de 50% dos meios destinados a manutenção das infraestruturas ferroviárias, assim como reforço de pessoal e outras medidas com vista a melhorar a segurança, disse aos jornalistas o secretário-geral do sindicato Semaf (que representa 85% dos maquinistas de Espanha), Diego Martín.

Fontes do Ministério dos Transportes citadas pela agência de notícias EFE confirmaram o princípio de acordo anunciado pelos sindicados.

A greve foi inicialmente anunciada pelo Semaf e juntaram-se depois outros sindicatos, pelo que a paralisação abrangia todos os profissionais do setor e todo o tipo de serviços de transporte por comboio (de passageiros e mercadorias).

O Semaf disse hoje durante a manhã que a adesão à greve por parte dos maquinistas era de 100%.

Já a empresa pública Renfe, uma das operadoras de comboios em Espanha, disse que a adesão à greve era de 11,6% no turno da manhã e que se estavam a cumprir 80% dos serviços mínimos, alertando para "alguns cancelamentos e atrasos".

Foram decretados serviços mínimos de 75% de comboios suburbanos nas horas de ponta e 50% no resto do dia.

Na alta velocidade e longa distância, os serviços mínimos eram de 73%, na média distância de 65% e nas mercadorias 21%.

Só a empresa Renfe tinha já cancelado para os três dias de greve 330 comboios de alta velocidade.

A greve geral nos comboios espanhóis foi convocada depois dos acidentes de 18 janeiro, em Adamuz, Córdova, Andaluzia, no sul do país, e de 20 de janeiro, na Catalunha, no nordeste Espanha.

No primeiro, que envolveu dois comboios de alta velocidade, morreram 46 pessoas, e no segundo morreu um maquinista de um serviço suburbano.

Após os acidentes, em 21 de janeiro, o sindicato de maquinistas Semaf anunciou uma greve geral para reivindicar garantias de segurança na rede ferroviária de Espanha.

O sindicato considerou "inadmissível a deterioração" da rede ferroviária espanhola e pediu medidas urgentes, assim como que sejam responsabilizadas penalmente "as pessoas encarregadas de garantir a segurança da infraestrutura".

Artigos Relacionados