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Trump considera a "própria moralidade" como único limite para o seu poder: "Não preciso de direito internacional"

Lusa 09 de janeiro de 2026 às 07:28

Presidente dos Estados Unidos tem sido alvo de críticas depois do ataque à Venezuela.

Donald Trump, defendeu que a sua "própria moralidade" é o único limite ao seu poder enquanto Presidente norte-americano, descartando assim o direito internacional como pretexto para atacar outros países.
Donald Trump, presidente dos EUA AP
O republicano tem sido alvo de críticas desde a operação militar na Venezuela que resultou na captura do Presidente do país latino-americano, Nicolás Maduro, e em cerca de uma centena de mortes, segundo as autoridades de Caracas. Questionado em entrevista ao jornal The New York Times se havia limites para o seu poder para além dos Estados Unidos, Trump respondeu: "Sim, há uma coisa, a minha própria moralidade, a minha própria mente. Essa é a única coisa que me pode parar". "Não preciso de direito internacional", acrescentou. Quando pressionado sobre se o seu Governo deveria respeitar o direito internacional, Trump respondeu que já o faz, mas deixou claro que decidirá quando é que tais restrições se aplicarão aos Estados Unidos. O chefe de Estado norte-americano questionou ainda a definição de direito internacional. Durante a entrevista, Trump mencionou o sucesso do seu ataque ao programa nuclear iraniano, a rapidez com que destruiu a imagem pública do Governo venezuelano e os seus planos em relação à Gronelândia. Sobre este último ponto, recusou responder se prefere adquirir este território autónomo à Dinamarca ou preservar a NATO. Quanto à necessidade de possuir a ilha, Trump analisou que "é o que se precisa psicologicamente para ter sucesso", uma vez que "a propriedade dá-lhe algo que não se consegue com um arrendamento ou um tratado". "A propriedade é muito importante", insistiu. Para o governante, a importância da soberania e das fronteiras nacionais é menor do que o papel dos Estados Unidos como protetor do Ocidente. Trump afastou ainda a ideia de que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, pudessem usar uma lógica semelhante à sua em detrimento dos Estados Unidos.
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