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MNE iraniano dirige-se a Zelensky e diz que "o Mundo está farto de palhaços"

Lusa 23 de janeiro de 2026 às 09:43

O responsável do executivo da República Islâmica do Irão criticou o facto de o líder ucraniano, “aberta e descaradamente, defender uma agressão ilegal dos Estados Unidos da América (EUA) contra o Irão”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão dirigiu-se esta sexta-feira diretamente ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para declarar que "o Mundo está farto de palhaços", após Kiev ter apoiado uma intervenção militar norte-americana naquele país do Médio Oriente.
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"Zelensky tem estado a esgravatar os bolsos dos contribuintes americanos e europeus para encher os bolsos dos seus generais corruptos e para lidar com o que ele chama de agressão ilegal em violação da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU)", disse Abbas Araqchi. O responsável do executivo da República Islâmica do Irão criticou o facto de o líder ucraniano, “aberta e descaradamente, defender uma agressão ilegal dos Estados Unidos da América (EUA) contra o Irão”, igualmente em clara violação dos estatutos da ONU. "O Mundo já se cansou desses palhaços confundidos, Senhor Zelensky", afirmou.
Para Araqchi, as Forças Armadas da Ucrânia são apoiadas por “estrangeiros e estão repletas de mercenários”, ao contrário do Irão, que, diz o responsável, sabe-se defender e “não precisa de pedir ajuda estrangeira". "O que está a acontecer agora no Irão é um sinal claro de que as coisas não vão melhorar para a Rússia", declarou Zelensky na passada semana, referindo-se aos protestos que desde final de dezembro têm acontecido em várias cidades iranianas e que já provocaram mais de três mil mortos. O presidente ucraniano defendeu que "todos os líderes, todos os países e todas as organizações internacionais devem intervir agora e ajudar o povo [iraniano] e remover os responsáveis por aquilo em que o Irão, infelizmente, se tornou". Kiev tem acusado reiteradamente Teerão de apoiar a Rússia no contexto da invasão e guerra contra a Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, sob as ordens do presidente russo, Vladimir Putin, algo que tem sido recusado pelas autoridades iranianas, que fortaleceram os seus laços com Moscovo, nos últimos anos.
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