Sábado – Pense por si

Pedro Ledo
Pedro Ledo Jurista especialista em Cibersegurança
25 de julho de 2026 às 07:00

Nove anos de mandato, uma obra: a falta de água

Os almadenses não pedem milagres nem obras faraónicas. Pedem que, quando abrem a torneira, saia água.

Em julho de 2026, em plena Área Metropolitana de Lisboa, milhares de almadenses abriram a torneira e não saiu nada. Não foi um dia, não foi um acidente isolado. Foram cortes sucessivos a partir de 3 de julho em Lazarim, Charneca de Caparica, Feijó, Laranjeiro, Sobreda e Costa da Caparica, uma rotura de grandes dimensões numa conduta adutora a 5 de julho que deixou seis zonas do concelho sem abastecimento, comércio a fechar portas a meio do dia por não conseguir garantir condições mínimas de higiene, falhas que na Costa da Caparica ultrapassaram as doze horas consecutivas, e a pressão da rede reduzida todas as noites, entre a meia-noite e as seis da manhã, para os depósitos conseguirem recuperar. Os reservatórios chegaram a estar a 10% da capacidade e os próprios serviços municipais admitiram que a normalização completa poderia demorar duas a três semanas. No terceiro país mais a ocidente da Europa, em 2026, Almada gere a água como uma aldeia sitiada.

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