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Cuba, Colômbia ou Gronelândia: os outros alvos de Trump

Renata Lima Lobo 05 de janeiro de 2026 às 13:54

Depois dos ataques na Venezuela e sequestro de Nicolás Maduro, crescem as preocupações relativas às anteriores ameaças do executivo.

A série de bombardeamentos na Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro parecem ter empurrado Donald Trump para uma espiral de ameaças a outros países da América Latina. E o tema da anexação da Gronelândia, um território da NATO que pertence à Dinamarca, voltou à tona.
Trump acena da escada do avião, num contexto de ameaças a Cuba, Colômbia e Gronelândia AP Photo/Alex Brandon
“Acho que Cuba vai ser algo de que acabaremos por falar, porque Cuba é atualmente uma nação falida, uma nação muito falida, e queremos ajudar o povo”, disse Trump à imprensa no sábado, o mesmo dia dos ataques na Venezuela. No dia seguinte, o seu secretário de Estado Marco Rubio disse à que Cuba pode estar “com grandes problemas”. Natural de Miami e filho de cubanos, Rubio não quis especificar sobre os próximos passos e políticas a esse respeito, mas sublinhou que “se vivesse em Havana e estivesse no governo, estaria preocupado”. No entanto, também no domingo, em declarações aos jornalistas a bordo do Air Force One, o avião presidencial, Trump considerou não ser necessária uma intervenção em Cuba, por considerar que o país está “prestes a cair”. "Não sei como vão resistir. Mas Cuba, agora, não tem rendimento. Obtinha todo o seu rendimento da Venezuela. Do petróleo venezuelano. Não estão a receber nada disso. E Cuba, literalmente, está prestes a cair”, disse o presidente norte-americano. As declarações no avião presidencial foram também relativas à , país que Trump considera estar “muito doente” e “governado por um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos”, acusando o próprio Gustavo Petro, presidente da Colômbia, de “fabricar cocaína”. E ameaçou enviar para a Colômbia uma missão semelhante à que levou a cabo na Venezuela e que terminou com o sequestro de Maduro. Petro rejeitou "profundamente" as acusações e destacou que os EUA "são o primeiro país do mundo a bombardear uma capital sul-americana em toda a história da humanidade", algo que nem sequer foi feito ditadores como Netanyahu, Hitler, Franco ou Salazar, enumerou na rede social X.

A Gronelândia “não está à venda”

No mesmo rol de declarações à imprensa, Donald Trump recuperou o tema da anexação da Gronelândia, território autónomo dinamarquês e, por isso, território da NATO. “Precisamos da Gronelândia. … É tão estratégica neste momento. A Gronelândia está cheia de navios russos e chineses por todo o lado,” disse Trump aos jornalistas a bordo do Air Force One. “Precisamos da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional, e a Dinamarca não vai conseguir fazê-lo.” Antes destas declarações, já algumas figuras associadas ao movimento MAGA tinham feito nas redes sociais sobre a anexação da Gronelândia, provocando reações de políticos dinamarqueses. Entre os quais, a primeira-ministra Mette Frederiksen que emitiu um comunicado onde pede ao presidente norte-americano que “pare com as ameaças”. "Os Estados Unidos não têm qualquer direito a anexar uma das três nações do reino da Dinamarca”, declarou. Esta segunda-feira, a União Europeia tomou uma sobre o assunto. "Estamos em contacto com a Gronelândia e o seu primeiro-ministro, Jens Frederik Nielsen, e garantimos que o território não é um pedaço de terra que esteja à venda", referiu na conferência de imprensa diária a porta-voz do executivo comunitário, Paula Pinho, citada pela agência Lusa.
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