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Ataque à Venezuela aumenta rumores de uma futura anexação da Gronelândia

Débora Calheiros Lourenço 04 de janeiro de 2026 às 16:48

O embaixador dinamarquês nos Estados Unidos já referiu que os países são “aliados próximos" e reforçou: "A segurança dos EUA também é a segurança da Gronelândia e da Dinamarca”.

O ataque norte-americano à Venezuela e a captura do seu presidente Nicolás Maduro aumentaram os rumores da possibilidade dos norte-americanos anexarem a Gronelândia, especialmente tendo em conta que vários membros do movimento MAGA voltaram as suas atenções para o território dinamarquês após o ataque ao país da América Latina. 
Tensão entre a Dinamarca e a Venezuela aumenta, com receios de anexação da Gronelândia Foto AP/Ebrahim Noroozi
Exemplo disso é que apenas algumas horas depois da operação militar ter sido anunciada a podcaster de direita Katie Miller, esposa do vice-chefe do gabinete de Donald Trump, publicou no X um mapa da Gronelândia coberto com a bandeira dos Estados Unidos e com a legenda: “Em breve”. 
O embaixador dinamarquês nos Estados Unidos, Jesper Møller Sørensen, republicou a publicação de Katie Miller com um “lembrete amigável” de laços de defesa de longa data entre os dois países: “Somos aliados próximos e devemos continuar a trabalhar juntos como tal. A segurança dos EUA também é a segurança da Gronelândia e da Dinamarca”.   O embaixador referiu ainda que a Dinamarca aumentou os gastos com defesa em 2025, comprometendo-se com 13,7 mil milhões de dólares - 11,7 milhões de euros - “que podem ser usados no Ártico e no Atlântico Norte. Porque levamos a nossa segurança conjunta a sério”. Jesper Møller Sørensen concluiu ainda: “Esperamos total respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca”.  
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também já reagiu emitindo um comunicado onde pede diretamente ao presidente norte-americano que “pare com as ameaças” de tomar o controlo do território autónomo da Gronelândia. "Os Estados Unidos não têm qualquer direito a anexar uma das três nações do reino da Dinamarca”, declarou Frederiksen, que diz não haver “qualquer sentido” neste tipo de conversa".  Desde que Donald Trump regressou à Casa Branca que tem referido o desejo de anexar o território rico em minerais que, apesar de se encontrar no continente americano, pertence à Dinamarca – outro membro da NATO.   Recentemente o presidente norte-americano nomeou Jeff Landry, governador da Louisiana, como enviado especial da Gronelândia e ao agradecer pela confiança Jeff Landru considerou que era “uma honra servi-lo" “para tornar a Gronelância parte dos Estados Unidos”.   Em março o vice-presidente norte-americano JD Vance visitou a ilha onde se encontra a base militar dos Estados Unidos mais a norte e depois disso – em maio - Trump recusou-se a descartar uma ação militar para obter o controlo do território: “Não descarto essa possibilidade. Não digo que o vou fazer, mas não descarto nada. Precisamos muito da Gronelândia”.   Como reação às constantes ameaças o Serviço de Inteligência dinamarquês classificou, no mês passado, os Estados Unidos como um risco à segurança. Na altura os primeiros-ministros da Dinamarca e da Groenlândia, Mette Frederiksen e Jens-Frederik Nielsen, fizerem uma declaração conjunta onde reforçaram: “Já o dissemos muito claramente antes. Agora dizemos outra vez. As fronteiras nacionais e a soberania dos Estados estão enraizadas no direito internacional... não se pode anexar outros países”.   Segundo uma sondagem realizada em janeiro do ano passado, a grande maioria da população da Gronelândia deseja tornar-se independente da Dinamarca, mas .  
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