Gronelândia. Dos povos indígenas aos interesses norte-americanos
Nunca se ouviu falar tanto da Gronelândia como agora, mas os primeiros registos de habitantes da “terra verde" remetem à pré-história.
Nunca se ouviu falar tanto da Gronelândia como agora, mas os primeiros registos de habitantes da “terra verde" remetem à pré-história.
Jens-Frederik Nielsen defendeu que a nacionalidade, integridade e fronteiras da Gronelândia são “linhas vermelhas” que não querem que ninguém ultrapasse.
"Não é provável que haja um conflito militar", diz o primeiro-ministro da Gronelândia, mas a população tem de estar pronta para tudo, numa altura em que as tensões entre EUA e Europa se adensam. Governo da ilha cria "task force" e pede a cidadãos para criarem reservas de comida.
Jens-Frederik Nielsen fez história em 2025 depois de ter sido eleito o primeiro-ministro mais jovem da Gronelândia, liderando os Democratas. Conseguiu chegar a uma maioria no Parlamento unindo quatro dos cinco partidos.
Donald Trump tem vindo a intensificar as suas ameaças de querer comprar a Gronelândia, localizada no Ártico e território autónomo dinamarquês.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, quer tomar a Gronelândia, a bem ou a mal, por considerar que a ilha no Ártico é fundamental para a defesa dos Estados Unidos.
O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar este território autónomo à Dinamarca, membro da NATO.
O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, reagiu, esta segunda-feira, às repetidas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de querer tomar o controlo deste território.
A Gronelândia, uma vasta ilha ártica com uma população de 57.000 habitantes, possui recursos minerais significativos, a maioria dos quais ainda inexplorados, além de uma localização estratégica.
Depois dos ataques na Venezuela e sequestro de Nicolás Maduro, crescem as preocupações relativas às anteriores ameaças do executivo.
O alerta surge após novas ameaças de Donald Trump sobre o território autónomo da Dinamarca.
O embaixador dinamarquês nos Estados Unidos já referiu que os países são “aliados próximos" e reforçou: "A segurança dos EUA também é a segurança da Gronelândia e da Dinamarca”.
Campanha orquestrada pela Dinamarca na imensa ilha ártica durante mais de três décadas causou danos físicos a milhares de adolescentes e mulheres, tornando-as, em alguns casos, estéreis.
Mette Frederiksen chega à Gronelândia quase uma semana depois da polémica viagem à ilha do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que visitou a base norte-americana de Pituffik (noroeste) com a sua mulher.
O partido vencedor de centro-direita triplicou os seus lugares no parlamento, apesar de anteriormente não ter estado entre as principais forças políticas.