Deborah Feldman: “As visões extremistas religiosas estão integradas na vida social americana”

Deborah Feldman: “As visões extremistas religiosas estão integradas na vida social americana”
Vanda Marques 07 de fevereiro

Começou a ser escritora para se libertar da seita satmar, do judaísmo hassídico, em que cresceu. O seu livro Unorthodox tornou-a conhecida e foi um sucesso tão grande que a Netflix o adaptou.

Não podem usar calças, nem ouvir música ou ler livros. Caso o façam, receberão um terrível castigo. É nisso que acreditam os membros da comunidade judaica ultraortodoxa em que vivia Deborah Feldman. A função das mulheres é apenas uma: ter filhos, daí os casamentos serem a peça mais importante desta comunidade. São todos arranjados entre as famílias. A opinião dos noivos pouco conta. Tudo isto acontece em Nova Iorque nos dias de hoje. A seita satmar, do judaísmo hassídico, vive fechada do mundo exterior. Deborah Feldman nasceu nesta comunidade, mas sempre foi uma estranha. Criada por sobreviventes do Holocausto, que acreditavam que as barbaridades dos nazis eram um castigo de Deus, envolveram-se num sistema rígido em que a felicidade nem é tema de conversa.

Deborah casou-se, mas quando foi mãe percebeu que tinha de salvar o filho daquele mundo. Escreveu um livro para denunciar o terror em que vivia, Unorthodox [editado em Portugal pela Presença], que se tornou bestseller do New York Times. O ano passado, foi adaptado a minissérie pela Netflix e foi mais um sucesso.

 

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