Entrevista
Justiça

Caso Homeniuk: "A prova de que algo falhou é que o Estado assumiu a responsabilidade"

Caso Homeniuk: 'A prova de que algo falhou é que o Estado assumiu a responsabilidade'
Sara Capelo 06 de fevereiro
Biografia Nome:

Maria Lúcia Amaral

Cargo:

Provedora de Justiça

Nascimento:

Nova Lisboa, 1957

Nacionalidade:

Portuguesa

Houve avisos ao ministro Eduardo Cabrita e promessas que ficaram por cumprir, diz a Provedora de Justiça em entrevista à SÁBADO. Este foi um processo que, assume, teve resolução pela influência dos cidadãos

Da Segurança Social ao homicídio de Ihor Homeniuk, Maria Lúcia Amaral tem sido uma voz crítica das instituições do Estado. Recusa que a Provedora de Justiça (PdJ) tenha "estados de espírito", mas assume frustração quando os responsáveis políticos não a escutam.

Sente frustração por alguns dos seus avisos não serem ouvidos?
O PdJ é um órgão de justiça informal, ao contrário do poder judicial. Tem uma latitude de ação muito grande, porque muita coisa lhe chega. Mas que, no fundo, não tem nenhuma eficácia decisora. Pergunta-me: fico frustrada? Com toda a transparência: quando fico frustrada, fico comigo mesma, porque significa que não me fiz ouvir. O único poder que tenho é o da palavra. Quando o poder político não ouve a minha palavra, parto do princípio que não o exerci com convicção ou argumentação racional suficiente para me impor.

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