Decisão só deverá ser tomada na próxima semana, mas a proposta a ser apresentada deverá apontar para um adiar por cinco anos o fim efetivo da combustão. Os híbridos poderão ganhar tempo de vida nas estradas.
Faltam 10 anos para o fim dos automóveis com motores a combustão
interna, mas o prazo poderá ser revisto. Perante a pressão de vários países, a Comissão
Europeia (CE) poderá anunciar na próxima semana uma marcha-atrás na meta,
adiando-a por um período de cinco anos.
Audi Q3 Sportback, modelo híbrido disponível em Portugal a partir de outubro
A CE deverá divulgar na próxima semana alterações às regras estabelecidas
há alguns anos para a transição do setor automóvel, afastando-se dos combustíveis
fósseis, perante a pressão de países como a Alemanha, Itália e a Polónia, que têm
alertado para o impacto que tal poderá ter na indústria europeia.
Segundo a Bloomberg, que cita fontes próximas do processo, em
vez de acabar em definitivo com os motores a combustão em 2035, poderá permitir
que estes continuem a equipar os automóveis novos até 2040.
Esta prorrogação do prazo por cinco anos obrigará, contudo,
a que a estes motores sejam acoplados sistemas elétricos. Na prática, poderão
continuar a sair das fábricas carros híbridos “plug-in” e veículos com extensor
de autonomia.
A condição para a continuidade da produção de veículos com motores
a combustão é de que estes possam ser utilizados com biocombustíveis avançados,
os e-combustíveis, produzidos com recurso a CO2 capturado e eletricidade
renovável, mas também que sejam produzidos com aço verde.
UE prepara marcha-atrás no fim dos motores a combustão
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