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O que propõem AD e PS para o IRS?

Uma redução generalizada e que inclua os escalões mais altos é a proposta da AD. Já o PS quer continuar no caminho da descida dos impostos sobre a classe média como tinha proposto em 2024.

A coligação PSD/CDS promete que vai dar prioridade à classe média na nova redução do IRS que vai apresentar no seu programa eleitoral para as legislativas de maio e que classifica como "uma redução ambiciosa". Já o PS tem sido menos vocal sobre o que vai propor a nível fiscal no novo programa, mas assumiu que será pouco diferente do que foi já apresentado em 2024. 

O atual ministro das Finanças, o social-democrata Joaquim Miranda Sarmento, promete uma "redução de IRS ambiciosa" ao longo da próxima legislatura sem se comprometer ainda com valores. Reconhecendo que os impostos continuam a ter um grande peso nos rendimentos da classe média, o atual governante elegeu esta faixa como aquela que precisa de um maior corte no IRS. "Vamos olhar para a carga fiscal com o objetivo de manter cada vez mais uma redução da carga fiscal sobretudo sobre as famílias mas também sobre as empresas", garantiu o governante.

Em entrevista ao Jornal de Negócios e à RTP, no programa Conversa Capital, Miranda Sarmento lembrou que dos três mil milhões de euros de redução do IRS previstos até 2028 já foi possível reduzir 1,8 mil milhões e para o futuro, se o PSD for governo, a redução será feita com "cautela, cuidado e ponderação", mas de "forma significativa", abrangendo sobretudo a classe média, adianta, numa tentativa de ser mais ambicioso.

Miranda Sarmento informou ainda que a AD pretende que a descida do IRS abranja mais escalões de rendimento tal como desejava que tivesse acontecido o ano passado, isto é, incluindo também os sétimo e oitavo. De fora da redução do IRS ficará o último escalão, que deverá continuar com a taxa de 48% sobre o rendimento (apesar destes rendimentos também beneficiarem da descida das taxas nos escalões mais baixos).

O imposto sobre os rendimentos das famílias baixou no ano passado numa proposta feita pelo PS que contou com o voto favorável do Chega. De fora dessa redução ficaram os escalões mais altos. Até ao momento, o Partido Socialista fechou-se em copas sobre as propostas que vai apresentar, mas aquilo que tem sido dito por Pedro Nuno Santos é que o PS se vai focar numa redução do IRS para a classe média e baixa.

Quanto ao IRS Jovem, Joaquim Miranda Sarmento diz que ainda está em análise para verificar se será possível melhorar para que possa ser adicionada uma maior redução de imposto. A SÁBADO sabe que o PS não quer mexer neste ponto, entendendo que o IRS jovem se deve manter como está. 

Pouco depois de serem marcadas as eleições legislativas para 2025, Pedro Nuno Santos disse que não seria preparado um novo programa eleitoral, porque o de 2024 "foi construído com bases muito sólidas", mas que o anterior programa seria atualizado na sequência de uma auscultação a nível nacional de socialistas e independentes. A afinação do programa está a ser trabalhada pelo deputado e dirigente nacional Miguel Costa Matos.

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