Ministro da Presidência esteve na comemoração do 30.º aniversário da RTP África, em Lisboa.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, manifestou esta quarta-feira "confiança profunda" no Conselho de Administração e nos órgãos diretivos do grupo que estão a colocar "a RTP no futuro".
António Leitão AmaroDR
Durante a sua intervenção, na comemoração do 30.º aniversário da RTP África, em Lisboa, o ministro afirmou a "confiança profunda na administração e nos órgãos diretivos do grupo RTP que estão a querer colocar a RTP no futuro".
"Sabem que o passado é um lugar bonito, que nos permite celebrar, mas que não nos garante o sucesso do futuro, nós temos que estar juntos: juntos, trabalhadores, dirigentes e tutelas", prosseguiu o ministro.
"Juntos, povo português e RTP, e juntos, portugueses e africanos lusófonos, a construir o futuro", e o "nosso papel não é preservar o passado, é construir o futuro", enfatizou António Leitão Amaro, apontando estar perante um setor em grande transformação como é o dos media, cultura e entretenimento, "em que já não há só a comunicação da rádio separada da televisão", mas todo um mundo digital também.
O sentido de presente, "que é também uma homenagem ao passado, não nos deve deixar ficar por aqui", referiu.
Nestes dias, "sabemos, são dias muito desafiantes para o grupo RTP, há sempre a tendência, natural, é humana, não podemos nos esquecer, esperar, zangar, incompreender quem fica a olhar para o passado e a procurar defender marcas do passado e práticas do passado, mas não é no passado que nós vamos viver", advertiu.
O passado "é o sítio de onde devemos partir para nos conhecermos, para conhecermos e reconhecermos as nossas dificuldades, os desafios, mas é para o futuro", apontou, rejeitando a ideia de se ficar agarrado a segmentações.
"Quero sinceramente dizer que o país deve confiança e agradecimento a quem está a fazer esta transformação e a perceber onde é que está o futuro para a comunicação, para a comunicação social e para o grupo RTP", disse António Leitão Amaro.
"Para nós a confiança não fica por palavras, fica por prioridade e projeto", salientou, referindo que há "desafios sérios de sustentabilidade que esta administração está a encarar com o melhor coragem para defender o futuro da RTP"
"Nós queremos apoiar ainda mais" a RTP, rematou.
Os trabalhadores da RTP, reunidos em plenário, decidiram na semana passada que vão recorrer à greve, ao trabalho normal, suplementar e nos feriados, em resposta à "proposta de corte salarial" apresentada pela Administração.
"O plenário geral de trabalhadores da RTP aprovou hoje, por unanimidade e aclamação, formas de luta em resposta à proposta de corte salarial apresentada pela Administração da empresa", lê-se num comunicado conjunto dos sindicatos representativos da empresa, a que a Lusa teve acesso.
Os trabalhadores decidiram ainda retirar confiança ao Conselho de Administração da empresa.
Já esta semana os trabalhadores da rádio pública manifestaram-se em frente às instalações da RTP, em Lisboa, contra a mudança de identidade das rádios, considerando que é um ataque à rádio pública.
A partir de segunda-feira, 30 de março, Antena 1, Antena 2 e Antena 3 passaram a ter RTP no início de cada nome: RTP Antena 1, RTP Antena 2 e RTP Antena 3.
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