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O Ministério das Finanças anunciou esta sexta-feira que entregou, na quinta-feira, ao presidente do Eurogrupo a candidatura do ex-governador do Banco de Portugal Mário Centeno à vice-presidência do Banco Central Europeu (BCE).

Mário Centeno é candidato à vice-presidência do BCE
Mário Centeno é candidato à vice-presidência do BCE ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

"Tendo o Governo português recebido a manifestação de interesse do doutor Mário Centeno em candidatar-se a vice-presidente do Banco Central Europeu, o Ministério das Finanças apresentou essa candidatura ao Presidente do Eurogrupo ontem [quinta-feira] ao fim do dia", refere um comunicado de apenas um parágrafo hoje divulgado pelo Ministério das Finanças.

Na quinta-feira, Mário Centeno disse ao Eco estar disponível para suceder a Luis de Guindos na vice-presidência do BCE, assegurando estar "motivado e qualificado" para o cargo.

O primeiro cargo a ficar vago no BCE será o de vice-presidente, quando o mandato de Luis de Guindos terminar em 31 de maio de 2026. Em seguida, serão abertas candidaturas para substituir o economista-chefe, Philip Lane, em maio de 2027 e a presidente, Christine Lagarde, em outubro desse ano.

Em novembro, o ministro das Finanças disse que o Governo "vê sempre com satisfação" que um português concorra a um alto cargo europeu, quando questionado sobre a eventual candidatura de Mário Centeno.

"O Governo, naturalmente, como acontece sempre -- e como aconteceu, por exemplo, com o doutor António Costa [antigo primeiro-ministro ministro, agora presidente do Conselho Europeu] recentemente -- vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional", disse, então, Joaquim Miranda Sarmento.

O prazo para os Estados-membros da zona euro apresentarem candidatos ao cargo de vice-presidente do BCE termina hoje.

Segundo a comunicação social, entre os países que se posicionaram para apresentar candidatos para o cargo encontra-se Espanha, Finlândia, Letónia, Estónia, Croácia e Lituânia. Entre os nomes mais proeminentes, destaca-se o antigo comissário europeu finlandês Olli Rehn e o economista croata Boris Vujcic.

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