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Alemanha revê em baixa receita fiscal até 2030 devido à "guerra irresponsável" de Trump

Lusa 17:17
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O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, defende que a guerra no Irão está a afetar a economia através do aumento dos preços da energia.

A Alemanha deverá arrecadar menos receita de impostos até 2030 por causa da "guerra irresponsável" iniciada por Donald Trump, que está já a prejudicar o crescimento económico, alertou esta quinta-feira o ministro alemão das Finanças.

O minisrto das Fianças da Alemanha culpa a "guerra irresponsável travada por Trump" pela quebra na receita de impostos
O minisrto das Fianças da Alemanha culpa a "guerra irresponsável travada por Trump" pela quebra na receita de impostos Clemens Bilan/Lusa

A receita fiscal para o governo federal (Bund), estados (Länder) e municípios deverá ser quase 70 mil milhões de euros abaixo do previsto entre 2026 e 2030, em comparação com a estimativa anterior avançada em outubro, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério das Finanças.

Para este ano, a receita foi revista em baixa em 17,8 mil milhões de euros, afetando os três níveis de governo, prevendo-se para 2027 uma queda semelhante. Esta estimativa "mostra o quanto a guerra no Irão está a prejudicar a nossa economia", disse o ministro das Finanças, Lars Klingbeil, do Partido Social-Democrata, citado num comunicado.

"A guerra irresponsável travada por Trump (Presidente dos EUA) e o consequente choque global nos preços da energia estão atualmente a prejudicar o impulso económico positivo", acrescentou o vice-ministro alemão dos Negócios Estrangeiros. Berlim prevê agora um crescimento real do PIB de apenas 0,5% este ano e de 0,9% em 2027, após três anos de estagnação.

Para o governo de coligação, liderado pelo chanceler conservador Friedrich Merz, a nova estimativa da receita fiscal "não oferece qualquer alívio no contexto da preparação do orçamento de 2027", segundo um comunicado.

Apesar da quebra na receita, o próximo orçamento deverá ser acompanhado por um aumento significativo do investimento, subindo a dívida pública para 110,8 mil milhões de euros no próximo ano, ou para 196,5 mil milhões se forem incluídos os gastos de dois fundos extra-orçamentais, um para infraestruturas e outro para defesa.

"O nosso principal objetivo continua a ser preservar os empregos, criar novos [postos de trabalho] e apoiar o crescimento económico", disse Klingbeil.

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