O retrato da seleção: velhadas, calmeirões, lingrinhas e papa-taças

O retrato da seleção: velhadas, calmeirões, lingrinhas e papa-taças
Carlos Torres 09 de junho

Portugal parte quinta-feira, 10 de junho, para Budapeste, para começar a defesa do título de campeão europeu conquistado em 2016. Com vários trintões, incluindo Pepe e Ronaldo, a seleção tem atletas que esta época já cumpriram 91 horas de futebol.

Desde que chegou à seleção portuguesa, a 23 de setembro de 2014, Fernando Santos nunca teve dúvidas: Cristiano Ronaldo é o melhor jogador do mundo. E, por isso, tem de jogar sempre. Mesmo agora, que está com 36 anos. O selecionador disse até que na equipa portuguesa havia 10 lugares em aberto e um que tinha sempre lugar cativo: Cristiano Ronaldo.

Por muito que se possa criticar Fernando Santos por esta Ronaldo-idolatria, a verdade é que Cristiano Ronaldo está no topo de vários itens de Portugal ou do futebol em geral, mesmo se for comparado com jogadores de outras seleções. Um exemplo: CR7 está no topo da lista de melhores marcadores da história em fases finais de Europeus: leva nove golos em 21 jogos (conseguidos em quatro Europeus – 2004, 2008, 2012 e 2016), dividindo a liderança com o francês Michel Platini, que conseguiu os mesmos 9 golos em apenas 5 jogos (todos no Euro 84).

Se marcar um golo no Euro 2020, Ronaldo ficará isolado na liderança, sendo que o francês Antoine Griezmann (com 7 golos, tal como o já retirado Alan Shearer) é a sua maior ameaça. Depois, com seis golos, estão cinco jogadores já reformados (Nuno Gomes, Van Nistelrooy, Wayne Rooney, Kluivert e Thierry Henry) e um que também já não deverá jogar mais Europeus (Ibrahimovic falha este por lesão, e em 2024 não deverá participar, pois já terá 42 anos).

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