Selecionador Amir Ghalenoei lamenta não ter tido tempo para recuperar fisicamente os jogadores antes do regresso ao México, onde a equipa tem montado o 'quartel-general'.
A seleção do Irão estreou-se no Mundial esta segunda-feira à noite com um empate diante da Nova Zelândia (2-2), na Califórnia, mas a equipa mal teve tempo para recuperar, pois foi obrigada a regressar ao México - onde tem montado o seu quartel-general - mal o encontro terminou. O selecionador Amir Ghalenoei contou depois da partida que o grupo recebeu ordens para deixar os Estados Unidos antes do planeado, o que acabou por interferir na recuperação dos jogadores.
"Não nos deram tempo para recuperar. Depois do jogo disseram-nos 'vocês têm de ir embora imediatamente'. Para nós é muito importante termos tempo de recuperação, mas pediram-nos para voltarmos ao avião e regressarmos a Tijuana. Estamos muito perturbados com tudo isto", lamentou o técnico.
Mehdi Taremi, capitão da equipa e antigo avançado do FC Porto, contou que entre a (curta) viagem e as inúmeras fiscalizações de segurança, a equipa 'perdeu' cinco horas entre Tijuana e Los Angeles no domingo. "Temos de deixar Los Angeles imediatamente e isto não é bom para nós. Penso que a FIFA tem de nos ajudar, para nós isto está a ser um desastre", lamentou o jogador.
Ghalenoei não tem dúvidas de que o Irão é a "equipa mais oprimida deste Mundial". "Honestamente não sei por que nos obrigam a regressar tão depressa. Penso que isto é tudo muito estranho, parece que outras pessoas estão a planear as coisas por nós, que as decisões estão a ser tomadas noutro lugar... Era suposto virmos duas noites antes do jogo, dormirmos cá e regressarmos apenas amanhã [terça-feira], por volta da hora do almoço. Não faço ideia o que aconteceu."
O selecionador iraniano revelou também que muitos jogadores tiveram cãibras durante o encontro, facto que atribui à falta de preparação e aos obstáculos burocráticos colocados à equipa antes do jogo. "Não fizemos as substituições por questões técnicas. O facto de atrasarem a nossa chegada e nos forçarem a sair mais cedo, sem tempo para recuperar, torna tudo muito mais difícil."
Recorde-se que o Irão viu os Estados Unidos recusarem visto de entrada a muitos membros do seu staff, incluindo o presidente da federação, adjuntos e até jornalistas. A guerra que desde o final de fevereiro opõe os Estados Unidos e Israel ao Irão pode terminar esta semana, mas isso não impede, pelo menos para já, a equipa de sentir os seus efeitos.
Domingo o Irão defronta a Bélgica em Inglewood (Califórnia), terminando a fase de grupos em Seattle, na próxima semana, diante do Egito.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.