Quem foi para a cama cedo, vai acordar hoje com ótimas notícias: vamos apanhar a Espanha já nos oitavos
Portugal voltou a empatar na fase de grupos de uma grande competição, e voltamos a defrontar a Croácia a seguir, dois sinais de que se aproximam grandes feitos, para quem acredita em numerologia. Desta vez, o empate foi contra a Colômbia (0-0), em Miami. Estiveram em campo 16 jogadores e esta é uma avaliação informal (de 1 a 10) da sua prestação.
Diogo Costa – 6
Entrou em campo para levar com bolas na cara, nas mãos, nas pernas, na barriga. É para
isso que ele lá está.
João Cancelo – 3
Fez greve. Ainda não lhe contaram que o pacote laboral
caiu.
Renato Veiga – 5
Por ter apenas 22 anos, deixou crescer o bigode para
parecer um central experiente com 30 anos. Resulta mais ou menos.
Rúben Dias – 4
Uma noite de aflição. Não teve muito trabalho no sentido em que os adversários
prefiram criar perigo por outros lados. Deve estar entusiasmadíssimo com o que aí vem.
Nuno Mendes – 4
Nunca houve um jogador tão elegante chamado Nuno, mas está nitidamente em baixo de forma. Também pagou caro os excessos
na festa do apuramento de Cabo Verde, sua segunda equipa.
Ruben Neves - 2
Martinez disse que ia jogar o Neves, mas o João estava
na casa de banho.
Então o Rúben, ou Rubem, ou Rubens, ou o que é, aproveitou-se da
confusão de nomes e o mister só percebeu ao intervalo.
Vitinha – 5
O croupier da equipa andou a lutar contra a adversidade
de ter de jogar ao lado de uma pessoa que não conhece de lado nenhum (Rúben
Neves) e de outra que esteve a dormir (Bruno Fernandes).
Saiu porque o mister
precisava de tirar neurónios à equipa.
Bruno Fernandes – 2
Muitos jogos, muito calor, demasiados holofotes noutras pessoas. Não está para isto.
Pedro Neto – 3
O “jogador mais bonito do Mundial” (sic) voltou a fazer
um jogo em que confundiu energia com direção.
Uma ajuda: um balão largado a esvaziar-se sozinho contra
paredes não é direção.
Cristiano Ronaldo – 3
É acionista da Medialivre, dona da SÁBADO, patrão de quem
escreve.
Influenciado pelas Epistemologias do Sul do professor doutor
Boaventura, preferiu não ferir a oprimida nação colombiana.
João Félix- 5
Nota-se que nasceu com um dom, mas por outro lado as coisas teimam em não sair tão bem como ele acha sempre que vão sair devido a esse mesmo dom, como se viu pela
enésima vez hoje neste palco mundial. Há sempre qualquer coisa que o agarra e
não o deixa subir à glória.
Frustrante.
De qualquer modo, pensamento positivo: o futebol já lhe deu uma fortuna no
banco, não precisa de trabalhar mais na vida e quando formos eliminados terá Miami já ali ao lado. Não é o ideal, mas é mais do que nós podemos sonhar.
Diogo Dalot – 4
Fala como um empresário de restauração do Porto, o que
indica que vai ser treinador de futebol. É o melhor amigo do Cris. Tem um
apelido que dá para imensos negócios. Futuro risonho.
João Neves – 4
Um abraço, João.
Terás sempre Paris, não te esqueças. E a Madalena.
Samu Costa – 3
No jogo amigável que Portugal teve em março com os
Estados Unidos, fez uma arrancada para cortar uma jogada perigosa do
adversário, o que conseguiu, festejando depois com os braços, como se fosse a
final do campeonato do Mundo. Em resumo, um chico esperto. Convenceu Martinez a
satisfazer uma necessidade que ele achava que não tinha, a de ter na equipa um
daqueles jogadores que dizem “chupa!” na cara dos adversários.
Ainda nos vai
ser muito útil contra alguém.
Rafael Leão – 1
Nota-se claramente que o seu negócio já não é o futebol.
Matheus Nunes – 0
Entrou aos 93 minutos, o que em Portugal dava mais ou
menos duas e meia da madrugada.
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