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Portugal não foi além de um no fecho do Grupo K do Mundial'2026, resultado que permite à Seleção Nacional avançar para os 16 avos de final, onde vai defrontar a Croácia. No final da partida, o selecionador Roberto Martínez fez a análise à partida.

"Foi um jogo muito exigente. Já esperávamos. As condições climatéricas, contra uma equipa sul-americana que deixa o jogo partido, em ações de um contra um. Foi um teste muito valioso para tentarmos levar o jogo para onde queremos. Forçámos muito os ataques, precisávamos do controlo de bola, de utilizar o talento de jogadores como o Vitinha na fase de construção. Mas foi um teste muito valioso. Mostrámos muito caráter, lutámos para manter a baliza a zeros. É fantástico ver o Diogo Costa a este nível. Intensidade, bloqueios... Um jogo que ajuda a ajustar, alinhar e ver onde precisamos de crescer. Agora é um Mundial totalmente diferente e podemos avaliar os três jogos e preparar a equipa para o próximo jogo", começou por analisar, em declarações à Sport TV.

O que está a faltar a Portugal? "Tentámos ganhar. Não era isto que queríamos. Precisamos de respeitar a Colômbia, é uma equipa de muita qualidade. Para nós era importante dar tempo aos jogadores, já utilizámos 21. O Mundial traz estes jogos, que não correm como esperamos. Mas precisamos de estar preparados para ajustar. A equipa reagiu bem durante todo o jogo. A Colômbia teve muitos remates à distância. Foi um jogo onde precisámos de defender a área e fizemo-lo muito bem. Agora é ajustar, melhorar e levar os jogos para onde queremos, com mais posse de bola e controlo. E, nessa ideia, utilizar melhor o talento individual que temos. Faz parte do Mundial, dos estilos que há e do que falei: precisávamos destes três jogos para chegar ao melhor nível. Foi um jogo muito valioso".

Vimos Portugal muito desgastado. O que sentiu para não tirar o Cristiano? "O Cristiano é o ponta-de-lança, o jogador que faz os movimentos na área. É muito importante para nós ajustar e sincronizar com esses movimentos. O Cristiano está bem fisicamente, controlamos ao vivo a informação física e ele esteve muito bem. Agora temos quatro dias para recuperar. Acompanhamos todos ao mesmo nível".

À RTP:

Por que razão João Neves ficou no banco? "Se o foco é ganhar o Mundial, precisamos de crescer. Não há uma equipa nos Mundiais que ganha todos os jogos por 3-0. Isso não é futebol. Hoje foi um jogo exigente, em condições climatéricas difíceis, contra uma equipa sul-americana que gosta de duelos. Precisámos de sofrer muito. O jogo abriu muito e não queríamos que fosse assim. E precisámos de defender a área com muita intensidade. O Diogo Costa esteve muito bem e foi o jogo perfeito e um teste valioso para podermos crescer".

Mas não queria acabar em 2.º... "O adversário também joga e tem os seus objetivos. Agora vamos a Toronto jogar contra a Croácia. Ganhar o grupo não dá uma vantagem".

Substituições... "Acreditamos muito em todos. Era importante utilizar jogadores que ainda não se tinham estreado, agora temos 21 utilizados. Era importante utilizar a frescura do Rúben Neves e depois o João Neves durante 45', já provámos que a exigência física é muito alta. Faz sentido partilhar o esforço para podermos começar organizados e terminar com frescura. O Samu [Costa] entrou muito bem. Não conseguimos aguentar a bola como queremos, nem o talento do Vitinha ao máximo. Mas todos os jogadores que entraram acrescentaram".

Os portugueses podem continuar a ter esperança? "Claro. O nosso objetivo era o apuramento. E agora é o momento de preparar o próximo jogo. Vamos melhorar muito e é exatamente isso que esperamos. Já mostrámos que temos capacidade de refletir, de fazer autocrítica e melhorar muito. Foi um teste valioso, porque quando jogas em condições diferentes e com um adversário diferente, é fácil perder o jogo. Os nossos adeptos podem estar muito orgulhosos. Não com o estilo e qualidade que normalmente temos, mas com muitos valores importantes para sermos uma equipa campeã".