Título mundial disputa-se este domingo nos Estados Unidos.
A detentora do título Argentina, campeã em 1978, 1986 e 2022, e a Espanha, vencedor em 2010, disputam este domingo uma inédita final do Mundial de futebol, cuja 23.ª edição fecha em East Rutherford, nos Estados Unidos.
Adeptos argentinos a postos para a finalAP
Os campeões europeus em título conseguiram a primeira vaga no jogo decisivo, ao ganharem à favorita França por 2-0, enquanto os vencedores das duas últimas edições da Copa América garantiram a segunda ao baterem a Inglaterra por 2-1, com reviravolta.
A Espanha empatou o primeiro jogo, com Cabo Verde (0-0) e, depois, venceu os restantes seis, nunca precisando de mais do que 90 minutos, enquanto o conjunto sul-americano ganhou os sete encontros disputados, mas dois com recurso a prolongamento.
A Espanha, ainda assim, penou para ultrapassar Portugal (1-0), nos 'oitavos', e a Bélgica (2-1), nos 'quartos', vencendo em ambas as ocasiões com golos 'tardios' do suplente Mikel Merino, aos 90+1 e 88 minutos, respetivamente.
Por seu lado, a Argentina sofreu em todos os jogos a eliminar: estava empatada 2-2 com Cabo Verde após 110 minutos, nos '16 avos', perdia por 2-0 com o Egito aos 78, nos 'oitavos', empatava 1-1 com a Suíça aos 111, nos 'quartos', e perdia por 1-0 com a Inglaterra aos 84, nas 'meias'.
Os dois percursos distintos 'desaguaram', porém, na final, que será apenas a segunda dos espanhóis, que, em 2010, na primeira, bateram os Países Baixos por 1-0, após prolongamento, graças a um golo de Andrés Iniesta, aos 113 minutos.
Por seu lado, os argentinos vão para a sétima final -- só a Alemanha tem mais (oito) -, em busca de repetir 1978 (3-1 após prolongamento aos Países Baixos), 1986 (3-2 à RFA) e 2022 (3-3 após prolongamento e 4-2 nos penáltis com a França).
A formação 'albi-celeste' tem também três derrotas em finais, uma com o Uruguai (2-4, em Montevideu), em 1930, e duas com os germânicos, em 1990 (0-1) e em 2024 (0-1 após prolongamento).
Se inclinar o balanço das finais a seu favor, a Argentina torna-se apenas a terceira seleção a revalidar o cetro, depois de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), enquanto a Espanha pode repetir o feito da Alemanha, que, em 2014, foi a única seleção europeia a vencer na América.
Individualmente, o argentino Lionel Messi é a figura incontornável, pelo seu passado espanhol, no FC Barcelona, e porque, aos 39 anos, feitos em 24 de junho, está a fazer um Mundial2026 incrível, com oito golos e quatro assistências, e vai igualar as três finais do brasileiro Cafu (1994, 1998 e 2002).
Por seu lado, a Espanha tem como principal figura o 'miúdo' Lamine Yamal, que, aos 19 anos, completados em 13 de julho, já veste a camisola '10' que era de Messi no 'Barça' e estará à espera da final para 'explodir' no Mundial2026.
A inédita final da 23.ª edição do Mundial de futebol está marcada para as 15:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio MetLife, em East Rutherford, com arbitragem do esloveno Slavko Vincic.
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