Jornalistas assediadas durante o Mundial 2018 respondem

David Oliveira com Leonor Riso 06 de julho de 2018

O movimento #deixaelatrabalhar voltou a ganhar força com os recentes assédios a repórteres femininas a fazer a cobertura do Campeonato do Mundo na Rússia.

Com um evento da importância do Mundial, jornalistas de todo o mundo viajaram para a Rússia para cobrirem os jogos no maior palco das competições internacionais. Infelizmente, o campeonato fora do campo está a ficar marcado pelos vários casos de assédio a repórteres, e alguns foram captados em vídeo.

O primeiro caso foi o de Julieth González Therán, jornalista espanhola. Um homem beijou na bochecha enquanto e apalpou-lhe o seio, enquanto ela a fazer uma reportagem em directo. Therán manteve a postura, mas não resistiu a partilhar o vídeo na sua conta de Instagram e escreveu: "Respeito! Não merecemos isto. Somos igualmente valiosas e profissionais. Partilho a alegria do futebol, mas temos de marcar os limites do afecto e do assédio".

Outro exemplo apanhado pelas câmaras foi o da jornalista argentina da ESPN Agos Larocca, que foi apalpada e beijada. A jornalista também não perdeu a serenidade e, desta vez, teve a ajuda de outra pessoa que puxou o agressor que estava vestido à viking.

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