Documentos revelados por Rui Pinto deixam Manchester City fora das competições europeias

C.A.C. 14 de fevereiro de 2020

Órgão da UEFA liderado pelo ex-PGR Cunha Rodrigues baniu o campeão inglês em título por dois anos e multou-o em 30 milhões de euros devido ao incumprimento do fair play financeiro, que foi revelado pelo Football Leaks.

O campeão inglês de futebol Manchester City foi banido por duas épocas das competições europeias devido ao incumprimento de regras do 'fair play' financeiro, uma decisão deliberada pela Câmara Adjudicatória do Órgão de Controlo Financeiro da UEFA, órgão presidido pelo ex-Procurador Geral da República Cunha Rodrigues

Na origem desta decisão, estão documentos tornados públicos pelo pirata informático Rui Pinto no caso Football Leaks. Tal como a SÁBADO revelou a 17 de Outubro de 2019, o campeão em título inglês fazia parte das centenas de entidades cujos sistemas informáticos foram acedidos pelo português. Na verdade, encontraram-se dados da elite do futebol mundial, além do City: Real Madrid, Barcelona, Juventus, Inter de Milão, Atlético de Madrid, Ajax, Benfica, FC Porto, Shakhtar, Vilarreal, Clube Desportivo Nacional, Leixões e a Liga Portuguesa de Futebol, para além da FIFA, da UEFA, da Confederação Sul-Americana de Futebol e da Federação Inglesa de Futebol. 

Em comunicado, a UEFA explicou que o processo concluiu que existiram, da parte do clube inglês representado pelos portugueses João Cancelo e Bernardo Silva, "quebras significativas" das leis do fair play financeiro estabelecidas pelo organismo de cúpula do futebol europeu, nomeadamente através da sobrevalorização das receitas de patrocínios entre 2012 e 2016, pelo que ficarão de fora das competições europeias para que se apurarem em 2020/21 e 2021/22, além do pagamento de uma multa de 30 milhões de euros.

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