Sites do Expresso e SIC em baixo. O que está em causa e como se proteger destes ataques?

Sites do Expresso e SIC em baixo. O que está em causa e como se proteger destes ataques?
Diogo Barreto 03 de janeiro

Os ataques informáticos têm vindo a aumentar todos os anos e é uma tendência que se deve manter no futuro próximo. Como se podem proteger as empresas? E os leitores do grupo Impresa?

Os sites do jornal Expresso e da SIC foram alvo de um ataque informático, mais concretamente, um ransomware. A informação foi confirmada pelo grupo Impresa, que detém os dois meios, e que informou estar a colaborar com a Polícia Judiciária e o Centro Nacional de Cibersegurança. Desde domingo que os sites estão em baixo, tendo os meios decidido dar as notícias via Facebook, Instagram e LinkedIn.

Nas primeiras horas do ataque, quando se entrava no site, podia ler-se: "Os dados serão vazados caso o valor necessário não for pago. Estamos com acesso nos painéis de cloud (AWS). Entre outros tipos de dispositivos, o contato para o resgate está abaixo", lia-se na mensagem assinada pelo "grupo Lapsus$".

No site da SIC chegou a surgir este domingo a informação de que o grupo Lapsus$ seria o autor da ação, entretanto já alterada, que pedia um resgate para a recuperação do controlo dos sites. Este grupo Lapsus$ já tinha, em dezembro, sido associado a ataques informáticos no Brasil, aos sites do Ministério da Saúde brasileiro, do serviço de saúde e do portal covid brasileiro. Na altura, os jornais brasileiros identificavam o grupo como sendo constituído por colombianos e um espanhol.

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