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Organização ambiental instala abrigos no Tejo para proteger cavalos-marinhos

A ação prevê, numa primeira fase, a instalação de nove abrigos subaquáticos em três locais distintos da baía da Trafaria.

A organização ambientalista WWF Portugal iniciou esta segunda-feira uma intervenção de restauro ecológico na Trafaria, no concelho de Almada, para proteger as populações de cavalos-marinhos no Estuário do Tejo, através da instalação de abrigos subaquáticos.

Na Trafaria vivem duas espécies de cavalos-marinhos
Na Trafaria vivem duas espécies de cavalos-marinhos David Clode/Unsplash

Em comunicado, a WWF Portugal refere que esta ação, que contou com a colaboração da Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha (MARDIVE), integra a iniciativa nacional D-EVOLUÇÃO, "desenvolvida com o objetivo de contribuir para a recuperação de ecossistemas degradados, travar a perda de biodiversidade e reforçar a resiliência dos territórios face às alterações climáticas".

A ação prevê, numa primeira fase, a instalação de nove abrigos subaquáticos em três locais distintos da baía da Trafaria, destinados a criar zonas de abrigo e fixação para os cavalos-marinhos e a melhorar as condições ecológicas do seu habitat.

"O Estuário do Tejo é o maior estuário de Portugal e uma das zonas húmidas mais importantes da Europa. Na frente ribeirinha da Trafaria vive uma população particularmente relevante de cavalos-marinhos, composta pelas espécies cavalo-marinho-comum (Hippocampus hippocampus) e cavalo-marinho-de-focinho-comprido (Hippocampus guttulatus)", descreve a nota.

No entanto, alerta a organização ambientalista, "o habitat estuarino que ocupam encontra-se muito degradado face às múltiplas ameaças locais, como o lixo marinho, a poluição e o ruído subaquático".

A WWF Portugal explica que em ações preparatórias para a instalação dos abrigos foram realizadas várias entrevistas comunitárias e envolvida a comunidade local, nomeadamente os pescadores.

"A proteção da natureza exige mais do que ambição. Exige ação concreta, conhecimento científico e trabalho lado a lado com as comunidades locais", afirma, citada na nota, a diretora executiva da WWF Portugal, Ângela Morgado. A iniciativa é financiada por empresas, doadores individuais e entidades públicas e privadas.

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