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As cobras são nossas amigas

A bióloga Davina Falcão criou uma página para divulgar informação sobre estes répteis - e convencer as pessoas a não os quererem matar. Tem argumentos fortes: elas têm mais medo de nós e, salvo raras exceções, a sua mordida não faz mal. Pior é a de gatos e cães.

Era quase garantido encontrar alguma espécie e as probabilidades confirmaram-se. “É uma zona elevada, com muito alimento”, diz à SÁBADO Davina Falcão, de 40 anos, na véspera da saída para o terreno. A primeira coisa a ter em atenção são as condições atmosféricas. “Se o dia está muito quente, elas estão muito reativas e não conseguimos chegar-lhes a tempo. Nos dias mais frescos, entre os 18 e os 22 graus, que é a janela em que eu saio, e sem sol, são mais lentas a reagir e chegamos ao pé delas antes de fugirem de nós”, explica a especialista. Outro truque que ajuda a que as coisas corram bem: segurar o animal com as duas mãos e acomodá-lo. “Ficam mais calmas e não se sentem desequilibradas como quando as seguramos pela cauda”, indica.

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