Tudo sobre Terra Americana, o livro mais polémico do momento

Tudo sobre Terra Americana, o livro mais polémico do momento
Ângela Marques 05 de abril de 2020

Em Terra Americana, Jeanine Cummins escreveu sobre os migrantes mexicanos. É uma obra-prima, mas está a ter um reverso: acusam-na de apropriação cultural

Muito de vez em quando há uma história que, para ser contada, precisa que os princípios do jornalismo sejam atirados para um copo misturador e feitos em papa. A história de Terra Americana constitui-se como um desses momentos. A notícia do seu lançamento foi, na verdade, precocemente atropelada por outra: que este romance é, na verdade, mais um prego no caixão de quem defende a diversidade de vozes na literatura como no mundo.

Expliquemo-nos: Terra Americana (que, no original, se chama American Dirt) é um livro sobre uma mulher (Lydia) e o seu filho (Luca) que se veem obrigados a abandonar Acapulco fugidos quando toda a sua família é assassinada no jardim de casa por um cartel que os vai perseguir até ao fim do mundo.

Quando o livro foi publicado no início do ano nos Estados Unidos, foi instantaneamente glorificado. Stephen King, por exemplo, considerou-o extraordinário. John Grisham foi bem mais longe: "Escrevo porque gosto de ler e há muito que uma leitura não me provocava tanta emoção. O enredo é inteligente e imprevisível. A mensagem é oportuna sem ser política. As personagens são violentas, bondosas, sádicas, frágeis e heroicas. É um livro autêntico."

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