"Squid Game" é perigoso para as crianças? Psicólogos explicam

O mais recente êxito da Netflix foi aclamado por todo o mundo, mas o consumo por parte de menores tem levantado preocupação da parte dos pais. Falámos com três psicólogos sobre os perigos e as recomendações a ter em conta.

A um nível mais profundo, Squid Game, o mais recente êxito sul-coreano da Netflix, pode ser lido como crítica ao capitalismo desenfreado e denúncia das abissais desigualdades sociais. É, de facto, esta a leitura sugerida pelo seu criador, Hwang Dong-hyuk, que encapsulou na série uma alegoria da luta pela sobrevivência a que as dificuldades do mundo atual obrigam alguns dos mais desfavorecidos entre nós.

À superfície, no entanto, a série alberga um cocktail fatal para o consumo irresponsável por parte de crianças e jovens: por um lado, o imaginário dos jogos infantis, que servem de base para os "desafios" que devem enfrentar os concorrentes em busca do prémio monetário; do outro, a violência extrema que abunda ao longo dos seus episódios, bem como algum grafismo sexual.

Como consequência, Squid Game (cujo nome advém de um popular jogo infantil da Coreia do Sul) tem ganhado popularidade entre crianças de idades bastante abaixo da sua classificação etária de maiores de 16 - na Bélgica, por exemplo, um grupo de crianças de 11 anos foi apanhado a imitar cenas da série durante o recreio -, o que tem preocupado os pais quanto à acessibilidade de conteúdos gráficos em plataformas de streaming

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