Rui Mendes: "Era pouco dinheiro. Almoçávamos uma sandes e toca a andar"

Maria Espírito Santo 01 de setembro de 2018

Será eternamente o Duarte, de Duarte & Cia., e não se importa. Mas fez muito mais: nos anos 80 era professor, rodava novelas e fazia teatro, tudo no mesmo dia. Em Setembro abre a nova temporada do Teatro D. Maria II - já passaram 62 anos desde que se estreou num palco.

"Outra vez?!" pergunta-nos, incrédulo. Não quer acreditar que encontrámos o seu perfil de Facebook. São perfis falsos, explica, que pede ao filho, engenheiro informático, que elimine. Volta e meia reaparecem, sempre com muitas imagens de Duarte & Companhia, a comédia dos anos 80 que ainda hoje, mais de 30 anos depois, o torna conhecido e leva fãs a cantarem-lhe a música quando se cruzam com ele na rua. Recebe a SÁBADO para uma conversa longa no Museu do Teatro e da Dança, no Lumiar, Lisboa. Com 62 anos de carreira, Rui Mendes, 81 anos de idade, fala-nos do percurso no teatro, da ida para a guerra, da vontade de realizar - e até da primeira bebedeira.

É uma das caras de Teatro, que estreia em Setembro no Teatro Nacional D. Maria II. Com 62 anos de carreira não é cansativo começar uma nova peça?
Antes pelo contrário. É o voltar ao zero. Evita-se a rotina e o cansaço: encaramos como a primeira coisa que vamos fazer na vida.

Vai contracenar com Beatriz Batarda, a peça é de Pascal Rambert. Que mais podemos saber?
É um encenador francês com quem ainda não tinha trabalhado em Portugal. Tem peças a estrear em todo o lado, de Paris a Moscovo, de Genebra a Toronto. Ele veio a Portugal e indicou ao Tiago Rodrigues [director] o tipo de actores de que precisava.

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