Graça Lobo: "O mais importante para mim é o amor e a bondade"

Graça Lobo: 'O mais importante para mim é o amor e a bondade'
Raquel Lito 23 de agosto de 2018

Estudou nos melhores colégios, foi internada pelo pai num convento e tentou ser hospedeira, mas quase deitou fogo ao avião. Diz que só é actriz por causa da voz rouca. Superou um cancro da mama, fez quatro cirurgias ao nariz e sofreu cinco fracturas na coluna.

Graça Lobo encontra-se internada e a receber "apoio e abrigo", depois de vários apelos da filha, Sarah Anahory Vapaos, que usara as redes sociais para revelar que a mãe, gravemente doente, não ficava internada em nenhuma unidade hospitalar pública apesar dos problemas de saúde. Recorde a entrevista de vida concedida à SÁBADO em Fevereiro de 2015. 

Não há nada que afaste Graça Lobo do teatro. Nem mesmo as cinco fracturas na coluna que a impedem de andar direita. Movimenta-se a custo e senta-se numa poltrona com almofadas de diversos tamanhos, para apoiar as costas, enquanto dá entrevistas sucessivas para televisões e imprensa. A voz rouca com inflexões, que a levou a ser actriz, continua inalterada. O discurso também não amansou com o envelhecimento, ainda que mantenha um tema tabu: a idade.

Após um ensaio da peça As Três (Velhas) Irmãs, na Sala-Estúdio do Teatro Dona Maria II, em Lisboa, na passada sexta-feira, dia 13, Graça Lobo admite que recorre ao improviso. É como lhe sai melhor a adaptação deste clássico de Anton Tchekhov, encenado por Martim Pedroso. A actriz e duas colegas (Mariema e Paula Só) recordam episódios autobiográficos, misturando-os com o enredo do dramaturgo russo. Graça é a líder Olga, Paula Só a ingénua Irina, Mariema a Macha melancólica e amarga.

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