Quem são os novos donos da Quinta da Marinha?

Quem são os novos donos da Quinta da Marinha?
Raquel Lito 01 de dezembro de 2020

É um dos mais exclusivos condomínios do país. Há quase 100 anos um refúgio de famílias tradicionais, atrai agora novos milionários: o mais recente é Cristiano Ronaldo. Leia a grande reportagem da SÁBADO.


Daquela estrutura metálica e envidraçada, a esplanada Verbasco de apoio ao golfe, avista-se o mais famoso lote da Quinta da Marinha, em Cascais. Dentro de quatro anos – o prazo estimado para o final da obra –, o espaço ficará ocupado por uma mansão ainda maior do que as restantes. O primeiro andar terá vista frontal de mar, com desníveis e zonas mais ou menos recuadas. Os tons terra e os terraços envidraçados vão jogar com a paisagem, em modo minimalista. Mas por enquanto é só areia, numa área de 8.991 m2. Os trabalhos decorrem lentamente, com a limpeza e escavação de um buraco para a garagem, constatou a SÁBADO ao longo das últimas semanas, a escassos metros da vedação de chapa verde que delimita o terreno. O dono tem 35 anos e origens humildes na Madeira, contrastantes com o tamanho da casa: chama-se Cristiano Ronaldo.

O jogador da Juventus e capitão da seleção nacional é a mais recente celebridade a comprar um lote na Quinta da Marinha. Há muito conhecido como um refúgio dos ricos e poderosos, começou como um sonho de Carlos Champalimaud e foi durante anos habitado por um grupo restrito de famílias. Nas últimas décadas, a área urbanizada cresceu e foi sendo ocupada por milionários que ali procuram um refúgio em moradias de sonho, com o mar do Guincho à frente, a serra de Sintra à direita, e comodidades só acessíveis aos residentes como hipódromo e campos de ténis.

O lote do futebolista está registado em nome de uma sociedade (Sessenta e Cinco Lote S.A.). No papel, estava planeado um restaurante de piso e meio com 899 m2 acima do solo. Na prática, era um terreno por urbanizar. Até à transação com o jogador, a sociedade pertencia à empresa de gestão de participações sociais Quinta da Marinha SGPS (liderada por Miguel Champalimaud). No decorrer do processo de compra e venda – e para viabilizá-lo –, o uso do lote passou para habitação. Tal mudança implicou um pedido à Câmara de Cascais, por parte da referida sociedade, que foi aprovado a 3 de dezembro de 2019. Ainda nesse mês fechou-se o negócio – bastante abaixo dos 8 milhões de euros noticiados, segundo apurou a SÁBADO. Formalizou-se, entretanto, a alteração societária. O irmão do craque (Hugo Dinarte Santos Aveiro) assumiu o cargo de presidente do conselho de administração da Sessenta e Cinco Lote S.A. e dois amigos passaram a vogais.

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