Plano fechado

Pedro Choy: "Senti-me executado em praça pública"

Raquel Lito com Sofia Oliveira 31 de outubro de 2021

"Só irei parar quando destruir tudo à tua volta", ameaçaram-no por SMS. A estrela da acupuntura está em guerra com um médico e tenta segurar um império que fatura milhões – mas tem prejuízos.

O telemóvel de Pedro Choy está no silêncio, mas vai vibrando constantemente com mensagens. Em tempos extrovertido e dado a entrevistas, agora evita-as. Sente-se um alvo a abater – e mostra porquê. Tem recebido SMS ameaçadores, sob investigação criminal desde o verão de 2020. Num deles, enviado às 14h17 de 15 de junho desse ano, lê-se: "Só irei parar quando destruir tudo à tua volta! Perseguir a tua mulher, os teus filhos, até acabar com a tua vida. Boa sorte!" Não sabe quem o terá enviado.


Temendo pela sua segurança, a estrela da acupuntura (e, de resto, da Medicina Tradicional Chinesa em Portugal) aceita falar com a SÁBADO, mas indica uma morada incompleta em Lisboa – chegamos à porta do prédio, próximo da Fundação Calouste Gulbenkian, sem saber o piso. Choy desce até ao átrio e encaminha-nos para o elevador. Poderia tratar-se de uma cilada, argumenta, alguém que lhe quisesse mal, fazendo-se passar por jornalista.

Já passa das 19h de uma quinta-feira agitada. O despertar foi às 6h, seguido de dez horas de trabalho em consultas de acupuntura nas suas clínicas (tem 23 em seu nome, não franchisadas, de norte a sul do País). Acresce o jejum e a caminhada de ida e volta até aos consultórios, entre as Picoas e o Marquês de Pombal.

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