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O poder e a influência dos movimento católicos mais conservadores

Estão em claro crescimento. Abrem colégios, espalham comunidades por todo o País ou criam páginas de Instagram que movem dezenas de milhares de pessoas. Há quem esteja em ministérios e no Parlamento. Têm códigos e liturgia própria – tudo para espalhar a Fé.

No dia 3 de maio, nas redondezas do Santuário de Fátima, entramos numa grande moradia amarelada. Somos recebidos com uma placa: “Pais cansados e crianças felizes vivem aqui.” Com um sorriso na cara, Bernardo Castro está a tentar calçar apressadamente um dos oito filhos – há mais um a caminho –, a Maria da Assunção, que já tem direito a uma canção em coro cantada por todos, a fazer lembrar o momento musical So Long, Farewell do Música no Coração. A decoração da casa é moderna e, além de serem uma família numerosa, todos vestidos a combinar (longas saias para as meninas, jardineira para o rapaz), os sinais exteriores de catolicismo estão noutros detalhes: não há televisão na sala, apenas uma cruz. “O centro é o nosso altar. Ou seja, onde devia estar a televisão, há um altar”, explica o empresário de 36 anos à SÁBADO.

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