Sábado – Pense por si

O direito a não ter medo, por Joana Emídio Marques

Joana Emídio Marques 02 de maio de 2021 às 10:00

A jornalista detalha, num texto para a SÁBADO, o episódio do assédio sexual que terá sido protagonizado pelo ex-diretor editorial da Porto Editora, Manuel Alberto Valente.

Quando se é jornalista não se tem horários e não se pode ter medo. Em onze anos a trabalhar como jornalista de Cultura, primeiro no Diário de Notícias e depois no Observador, almocei, tomei cafés, fui a jantares, a bares de hotel, a salas de teatro, entrevistar escritores, actores, encenadores, coreógrafos, editores, gestores, criativos. Muitas vezes as conversas  estenderam-se pela madrugada. É isso que faz um jornalista: vai atrás da informação, das histórias, dos segredos. Isto implica não ter horário das 9 às 5, trabalhar à noite, levantar-se de madrugada. Quando um jornalista vai cobrir uma guerra sabe que pode morrer, mas vai na mesma. Quando um jornalista precisa de uma fonte que lhe dê uma cacha (um furo jornalístico) vai na mesma porque é para isso que lhe pagam. É esse o seu dever para com os leitores Mas seja em que situação for um jornalista ou uma jornalista não espera ser assediado, agarrado, humilhado quando vai fazer um trabalho.

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