Ela luta pelo ambiente no Vaticano

Ela luta pelo ambiente no Vaticano
Raquel Lito 02 de maio

Quis ser bailarina, depois freira. Agora quer tornar a gestão das terras católicas sustentável – com a bênção do Papa.

Há uma reforma em curso na Igreja, feita por uma mulher. Como? Através dos mapas digitais de Molly Burhans. A cartógrafa (e crente), de 32 anos, que em tempos pensou ser bailarina e depois freira agricultora, quer mapear o património católico com um avançado software, o Arc Map. A ideia é tornar a gestão das propriedades mais eficaz e com um impacto positivo no ambiente. Para isso, Molly vai recorrer a tecnologias de GPS, imagens de satélite, deteção remota e ao cruzamento de dados. Objetivo: criar um plano de classificação dos territórios da instituição tão antiga quanto numerosa em terras e pessoas.

A pandemia atrasou-lhe os planos, mas Molly continua empenhada na missão de cartografar as florestas e propriedades eclesiásticas, que ultrapassam os 71,6 milhões de hectares – quase a área de floresta amazónica perdida nos últimos 33 anos. Garante que os inventários disponíveis na Igreja estão desatualizados. Por exemplo, a última versão dos mapas do Atlas Hierarchicus, feita a pedido do Vaticano, data de 1901.

"Se fosse um País, seria o terceiro mais populoso depois da Índia e da China", disse a própria recentemente à revista New Yorker, que a apresentou como "uma jovem ativista que ajuda o Papa Francisco a combater as mudanças climáticas." A SÁBADO tentou contactá-la por email, mas uma assessora informou que seria "improvável" obtermos uma resposta até ao fecho desta edição.

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