“Ir à praia é das coisas mais seguras que se pode fazer"

“Ir à praia é das coisas mais seguras que se pode fazer'
Vanda Marques 27 de junho de 2020

Estar ao ar livre e durante o dia – o coronavírus não sobrevive aos raios ultravioleta – são comportamentos mais seguros, segundo o infeciologista Jaime Nina. O especialista diz que temos de fazer ainda mais testes.


Jaime Nina, infeciologista do Hospital Egas Moniz e professor na Universidade Nova de Lisboa, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical e da Faculdade de Ciências Médicas, é perentório: temos de fazer mais testes e o R de 1,08 não é bom.

Estes novos surtos indicam que – apesar de estarmos na curva decrescente da pandemia em Portugal – o vírus continua a circular. Não estamos numa segunda onda, porque ainda não saímos da primeira. O especialista concorda com as medidas mais apertadas nas 19 freguesias da zona de Lisboa, que o Governo decretou.

O que significam estes novos surtos em festas e parques de campismo?
O vírus continua a circular. Há uma parte que é uma circulação subterrânea, para que as pessoas se infetem. O vírus não sobrevive no meio ambiente durante tempo significativo. Portanto, significa que há pessoas que andam com o vírus e não se apercebem de que estão infetadas e que vão infetando outros. O que me faz voltar ao meu mantra de há muito tempo: Portugal está a fazer poucos testes. E mesmo quando se diz que Portugal faz mais do que o resto da Europa, acrescento: a Europa em geral está a fazer poucos testes. Compare com os números de Singapura, tem 50 mil casos, mais ou menos. Tem mais do que nós e tem 26 mortos, nós temos 1500.

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