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Estas são as vítimas das greves nas escolas

Há escolas que estiveram fechadas durante um mês, crianças que não sabem ler no final do 2º ano e adolescentes que temem pelos resultados dos exames nacionais. Em desespero, muitos pais recorrem a centros de explicações.

Pedro Gabriel, de 13 anos, adorava a escola. “Era muito estudioso. Preparava-se para os testes e sabia se ia ter uma boa nota”, conta à SÁBADO a mãe, Jenniffer Valério. Mas ao fim de cinco meses de greve, declarada em dezembro do ano passado pelos professores, a motivação para os livros perdeu força. “O foco deixou de ser as matérias e passou a ser se o professor ia fazer greve ou não”, diz a mãe. Ao todo, foram 22 dias em que o rapaz não foi à Escola Básica e Secundária Ordem de Sant’iago, em Setúbal. “Perdeu o ritmo e agora não tem ânimo para acordar de manhã e ir para a escola”, continua. “Diz que se os professores não vão à escola, porque há de ele estudar tanto”, acrescenta. Sente-se inseguro com a matéria que não aprendeu e ficou surpreendido quando esta surgiu em perguntas nos últimos testes. “Acho que não me saí mal”, disse à mãe depois do último teste.

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