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Começou o mais longo período escolar: o que pais e alunos devem fazer para o ultrapassar

Começou o mais longo período escolar: o que pais e alunos devem fazer para o ultrapassar
Catarina Moura 06 de abril

O terceiro período começa depois de apenas uma semana de férias da Páscoa e vai acabar mais tarde do que o habitual. No regresso às aulas presenciais do 3.º ciclo, psicólogos aconselham o respeito pelo tempo de cada aluno e apontam o diálogo como chave.

O entusiasmo do regresso aos recreios e às salas de aula anda misturado com a pressão de recuperar o tempo perdido e de evitar a contaminação pelo coronavírus. A segunda fase do plano desconfinamento começou na segunda-feira com o regresso dos alunos até ao 9.º ano à escola e, no período escolar excecionalmente longo que se inicia, o mais importante será conversar sobre as dificuldades, dizem os psicólogos.

Só falta o regresso às aulas presenciais no secundário e nas universidades que está previsto para 19 de abril. Para todos os ciclos paira a sensação de que é urgente recuperar o tempo perdido, sobretudo no que toca às aprendizagens: depois de não haver interrupção letiva no Carnaval e das férias da Páscoa se terem reduzido a uma semana, o terceiro período vai terminar mais tarde. Consoante o ano escolar pode terminar entre o final de junho e o início de julho; para o 9.º ano os exames vão até ao final de julho e para o secundário, a segunda fase de exames só termina em setembro.

"A recuperação tem de ser em quantidade q.b.", começa por dizer Sofia Ramalho, vice-presidente da Ordem dos Psicólogos. Alunos e professores vão regressar às escolas num ambiente de particular cansaço, lembra a psicóloga. Os fatores não são estranhos a ninguém: o esforço do ensino à distância, com mais limitações para uns do que para outros; os conflitos familiares que aumentaram e que retiram disponibilidade mental para o trabalho e estudo; todas as condicionantes aos recreios que estão a ser introduzidas (menores tempos de intervalo, mais tempo em sala de aula); o cansaço da pandemia e da falta de interação social que todos experienciamos."

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