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Na Feira da Ladra "não se perde nada" em fazer o teste e paira o medo: "E se isto volta a fechar?"

Na Feira da Ladra 'não se perde nada' em fazer o teste e paira o medo: 'E se isto volta a fechar?'
Catarina Moura 06 de abril

Na segunda fase de desconfinamento, as feiras reabrem e, em Lisboa, a Câmara criou um programa de testagem para os feirantes. Depois de três meses sem trabalhar e com uma curta ajuda do Estado, a Feira da Ladra sente a falta do turismo.

Junto ao Mercado de Santa Clara, as terças-feiras voltaram a ser como manda a lei. A Feira da Ladra, a mais famosa da cidade, voltou a montar-se hoje, 6 de abril, depois do jejum imposto desde 12 de janeiro. Os fiscais da Câmara estiveram mais presentes do que nunca, aos pares, vestidos de casaco fluorescente e de papéis na mão. "Jorge, preciso de um fato de treino", diz um deles para Eduardo Jorge, vendedor de roupas interiores e fatos combinados de calça e camisola, todos alinhados no toldo. "De que cor gosta?". Para o fiscal, que já conhece a licença de Jorge há anos, vai ser um conjunto preto. E no meio da compra, faz-lhe a pergunta do dia: "Já foste fazer o teste?"

A segunda fase do plano de desconfinamento deu luz verde às feiras de produtos não alimentares para voltarem a 5 de abril. Para muitos feirantes da zona da Grande Lisboa — e até para os que viajam às feiras do centro litoral — a Feira de Ladra desta terça-feira foi a primeira depois de um pousio de três meses. Neste regresso, a Câmara de Lisboa montou uma campanha de testagem que dá a todos os feirantes inscritos o direito a fazerem um teste à covid-19, aqui mesmo, junto ao edifício do Mercado de Santa Clara. Daqui a 15 dias, recebem um SMS e podem repetir o teste numa das farmácias do programa.

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