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Cláudia estava infetada quando teve a filha. Esperou 36 dias para lhe pegar ao colo

Lucília Galha
Lucília Galha 01 de agosto de 2020 às 08:00

É uma das cerca de 130 mulheres portuguesas que, desde o início da pandemia, deram à luz enquanto estavam infetadas com a SARS Cov2. Demorou dois meses a ficar negativa.

Naquele momento em que lhe rebentaram as águas desesperou, e pensou o pior. Não era só por ser demasiado cedo – faltavam ainda sete semanas para o término da gravidez –, mas sobretudo por estar sozinha com o filho mais velho, Francisco, de 3 anos, na sala de espera do serviço de obstetrícia do Hospital de São João, onde acabara de fazer o teste para saber se estava infetada com o novo coronavírus. "Há um filme que me lembro de ver em que uma mulher está a dar à luz em plena Guerra Mundial, com bombas a explodir. Eu senti-me assim, só que não havia bombas", compara.

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