Restaurantes

Na esplanada do Bômau, a comida é de Lisboa para o mundo

Na esplanada do Bômau, a comida é de Lisboa para o mundo
Catarina Moura 05 de junho

A equipa do Bômau conta com indianos, uma dinamarquesa, um sírio e portugueses, mas a sua matéria-prima são os produtores locais. Com eles fazem uma comida com influências de todo o mundo.

Para abrir esta nova esplanada em Lisboa, junto ao Largo do Rato, vieram de todo o mundo - da Índia, da Síria ou da Dinamarca. Mas para pôr comida na mesa, o Bômau só quer produtores locais. E nem é preciso sair da cidade: acompanhámos Ida Rosendal, uma das trabalhadoras deste restaurante de comida do mundo numa visita a alguns dos seus fornecedores e não precisámos de ir para o meio do campo.

Não é na terra que Natan cultiva os seus cogumelos-ostra, carnudos, muito diferentes de outros cheios de água. Em Marvila tem três salas (duas delas contentores) onde os cogumelos crescem pendurados numa espécie de sacos de boxe. Dentro dos sacos há palha e borras de café recolhidas por toda a cidade. Natan Jacquemin começou a Nãm há dois anos, na altura numa espécie de cave no Intendente, e afirma que em Lisboa se desperdiçam cerca de duas toneladas de borras por ano.


A técnica de propagação e crescimento de cogumelos em borras de café já é conhecida desde os anos 1990, mas em Portugal era inédita e Natan sempre quis dedicar-se a um negócio que vivesse da economia circular.

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