Finalmente podemos comer a Nenette, a torta francesa com mais de 80 anos

Finalmente podemos comer a Nenette, a torta francesa com mais de 80 anos
Catarina Moura 02 de junho

Margarida Coelho não conhece ninguém que faça um bolo igual e embora tenha procurado não encontrou uma explicação para este bolo invulgar que é feito na sua família há desde os anos 1940. Decidiu então criar uma marca vender este bolo de bolacha maria e homenagear a mãe.

Não há rasto desta receita, nem em Portugal, nem em França, país da sua origem, tanto quanto Margarida Coelho sabe. A única pista sobre o passado deste bolo a que chama torta é um papel dos anos 1940 que passou da sua avó para a sua mãe e que, há cerca de cinco anos, parou nas suas mãos. O que dizia o papel — a receita — permanece secreto, mas este bolo invulgar, de textura densa e sabor a bolacha maria, está a descoberto e pode ser encomendado online. Margarida juntou-se à filha e a uma amiga e criou a La Nenette.

O doce é intrigante para quem o prova: "É um bloco e quando se come é muito denso. Não é para comer à dentada e um grande bocado de cada vez. É para ir degustando em fatias finas ou quadradinhos", conta Margarida Coelho, fundadora da marca e uma das cozinheiras. Conhece este bolo a que chama torta desde sempre. A mãe recebeu a receita das mãos da avó, que por sua vez a recebeu de uma senhora francesa, de que Margarida também sabe pouco ou nada.

"Os meus avós alugavam casas na Nazaré e havia muitos franceses a passar lá as férias", começa por contar à SÁBADO. Entre os veraneantes franceses habituais havia um casal de Paris particularmente simpático, predileto dos avós de Margarida — ao ponto de quererem dar o nome da francesa à filha, mãe de Margarida.  

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